Maggi e Cassol rebatem críticas e pedem verba para preservar Amazônia

BRASÍLIA - Os governadores de Rondônia, Ivo Cassol, e de Mato Grosso, Blairo Maggi, refutaram nesta quinta-feira as críticas contra os dois Estados que mais desmatam a floresta amazônica, de acordo com dados do governo. Os governadores foram convidados pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados para falar sobre desmatamento e sobre escassez de alimentos.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Seguindo Cassol, ex-madereiro, o problema do desmatamento esbarra em uma questão econômica. Ele argumenta que muitas áreas de uma mesma propriedade são destinadas à preservação ambiental e que, portanto, o proprietário precisa de dinheiro para manter as áreas preservadas.

Uma solução seria que o governo compensasse financeiramente os donos dessas terras que não podem ser desmatadas. Poderia, por exemplo, conceder um real para cada hectare preservado, disse. Ele também sugeriu a criação de uma espécie de CSS para a Amazônia, Contribuição Social Sustentável, que representaria 0,05% das movimentações financeiras. 

O governador de Rondônia também aproveitou para criticar a atuação da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que, segundo ele, só teria se encontrado com ele uma única vez nos cinco anos em a senadora que esteve no governo.  

Já o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, classificou de alarde falso a divulgação de que o desmatamento teria aumentado em sua região. Os dados foram apresentados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, poucos dias após assumir a pasta, criando atrito com Maggi. Temos 64% de nosso território preservado. Convido todas as autoridades a visitarem nossa região. Não temos nada a esconder, declarou. 

Maggi também sugeriu que o governo aprove uma lei fornecendo crédito subsidiado em longo prazo para os pecuaristas poderem investir em agricultura. Segundo ele, a rotatividade na lavoura (mesclando as duas atividades) aliviaria a pressão da pecuária sobre a floresta na região. Segundo dados do governador, dos 36% de área de terras utilizadas na região, 7,8% são para plantação de soja, algodão, milho e arroz; e 25,8% atendem à pecuária.

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