Máfia vende CNHs a motoristas de SP

A máfia das CNHs vendeu carteiras de habilitação expedidas pela sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a motoristas de São Paulo. As suspeitas atingem quase 40% das 800 auto-escolas e centros de formação de condutores (CFC) da capital.

Agência Estado |

Ao todo, estão sob investigação 15.224 carteiras emitidas em 2007 na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de São Paulo, sob controle direto do Detran. Elas foram feitas com o uso de apenas 1.947 impressões digitais - cada vez que alguém tira uma CNH, é obrigado a registrar a impressão digital em leitor eletrônico, pelo chamado sistema de biometria. Na pior fraude, uma única digital foi usada por 1.341 candidatos. Só com o golpe das digitais, a máfia pode ter lucrado até R$ 15 milhões, pois cada carta era vendida por R$ 500 a R$ 1,2 mil.

O levantamento foi feito pela Companhia de Processamento de Dados de Estado (Prodesp) a pedido do Detran sobre as fraudes na biometria e integra o Inquérito 314/08. Aberto no Detran, o documento ele ainda não levou a indiciamentos. Coincidentemente, foi instaurado em 2 de junho, um dia antes de ser deflagrada a Operação Carta Branca, que pôs na cadeia 19 acusados de fraudes na Ciretran de Ferraz de Vasconcelos.

Os casos detectados pela Prodesp tratam das 15,2 mil carteiras - primeira habilitação - suspeitas de 2007 e envolvem 310 auto-escolas e CFCs. Desta vez, a maioria dos candidatos que tiraram a carteira fraudulentamente é de pessoas que têm CPF expedido em São Paulo. Até então, a maior parte dos beneficiados era de motoristas de outros Estados. Em cinco casos, uma mesma digital foi usada para registrar no Detran mais de 500 candidatos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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