Mãe de menina que caiu de prédio deve ser ouvida hoje

Tudo o que a polícia fez no terceiro dia de investigações da morte da menina Isabella, de 5 anos, morta no sábado ao cair do sexto andar de um prédio, foi investigar o casal Alexandre Alves Nardoni, de 29, e sua mulher, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24. Oficialmente, eles são chamados de “averiguados”, mas as ações da polícia apontam que o casal é o principal foco da investigação.

Agência Estado |

A polícia pretende colher novas provas periciais para reforçar o inquérito. Hoje a mãe da menina, a bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira, de 23 anos, deve depor no 9º Distrito (Carandiru), onde o caso está sendo investigado.

Os peritos criminais irão voltar ao apartamento da família, na zona norte de São Paulo. Na busca por novos indícios, terão a ajuda de reagentes químicos. Os policiais querem verificar se há outros vestígios de sangue no lugar. As manchas de sangue encontradas no corredor da sala, no lençol e na tela de proteção da janela em que a garota teria sido jogada já estão sendo analisadas pelo Instituto de Criminalística (IC). Os dois veículos do casal - um Ford Ka e um Vectra - também serão submetidos a perícias.

Ontem, seis pessoas prestaram depoimento. Dois vizinhos do casal disseram ter ouvido gritos de “Pára, pai! Pára, pai!” momentos antes de o corpo de Isabella ser encontrado. “Eles não souberam dizer se a voz era da criança”, explicou o delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º Distrito. “Mas o tom dos gritos era de que o tal pai fazia algo errado”, afirmou o delegado. Outras quatro pessoas que foram ouvidas são moradores do prédio em que Nardoni e a mulher moraram por dois anos e meio antes de se mudarem para o atual edifício.

Os advogados de Nardoni, Ricardo Martins e Rogério de Souza, contestaram a versão apresentada pelas testemunhas. “A fala é interpretativa. A pessoa que está em situação de risco fala ‘Pára!’, ‘Pára!’, e chama o pai. ‘Pai!’, ‘Pára!’, ‘Pai!’”, disse Martins. O advogado afirmou também que Nardoni e a atual mulher, com quem tem dois filhos (um de 3 anos e outro de 10 meses), estão abalados com a morte de Isabella. “Todos são inocentes e irão provar. Dias antes do fato, Ana Carolina perdeu as chaves do apartamento. Posso provar que ela perdeu as chaves porque tenho uma testemunha que vai aparecer no momento oportuno”, disse Martins. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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