Mãe de Leonardo da Vinci era uma escrava oriental, segundo historiadores

Roma, 10 abr (EFE).- A mãe do pintor renascentista Leonardo da Vinci, chamada Caterina, pode ter sido uma escrava que um nobre florentino deixou como herança para o pai do artista, Piero da Vinci, e com a qual este teve um filho -Leonardo- quando estava casado com outra mulher.

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Assim assegura, baseado em documentos da época, o historiador italiano Francesco Cianchi, que apresentou hoje o livro "Caterina Sclava".

O coordenador do projeto, Alessandro Vezzosi, explicou à Efe que a hipótese de que Caterina, a mãe de Leonardo, tenha sido uma escrava procedente do Oriente foi ventilada pela primeira vez por Renzo Cianchi, pai de Francesco.

A partir do fato, conhecido e aceito pelos especialistas, de que a mãe do artista se chamava Caterina, e não estava casada com o pai de Leonardo, Cianchi buscou provas de sua origem na região de Florença.

Ao não encontrá-las, Cianchi se convenceu de que só podia se tratar de uma das mais de 500 escravas que a nobreza de Florença (centro da Itália) possuía em meados de século XV.

Esta teoria se viu referendada pela descoberta do testamento de um aristocrata da zona, Ser Vanni, que possuía uma escrava chamada Caterina, e que legou ao pai de Leonardo várias propriedades.

Não consta nos registros que o pai de Leonardo tivesse herdado a posse da escrava, mas, nos documentos da época, o rastro de Caterina como serva dos Vanni desaparece após a morte de seu dono, em 1451, e uma Caterina aparece em 1452 vinculada ao pai de Leonardo.

A hipótese, portanto, é de que, após a morte de Ser Vanni, a propriedade da escrava Caterina passou a Piero da Vinci, que teria tido um filho com ela, Leonardo da Vinci, nascido em 15 de abril de 1452.

Um dos pontos fracos desta teoria, como admite Vezzosi, é de que nos documentos sobre Caterina vinculada à família de Leonardo não figura nenhuma indicação sobre sua raça.

Outros dados, no entanto, respaldam a hipótese de que a mãe de Leonardo não era européia, como os testes realizados pelo Instituto Antropológico Cheti, segundo os quais as impressões digitais do artista apresentam "características árabes".

Além disso, diversos documentos mostram que Leonardo teve uma série de problemas para cobrar a herança que lhe correspondia após a morte de seu pai (que nunca renegou sua paternidade). EFE ddt/gs

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