Mãe de jovem morto no Rio quer fazer missa no morro

A mãe de um dos jovens mortos por traficantes do Morro da Mineira, no Rio, afirmou hoje que gostaria de mandar rezar uma missa pelo filho na favela, onde os criminosos são rivais do grupo do Morro da Providência. Gostaria que ao menos fosse rezada uma missa lá para que o meu filho descanse em paz.

Agência Estado |

Sei que há mães naquela comunidade e sei que elas também estão sofrendo", disse Líliam Gonzaga, mãe de Wellington Gonzaga Costa, que, junto com amigos, foi torturado, mutilado e morto na Mineira.

Hoje, com as outras mães, Líliam recebeu a visita do presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, Raul Jungmann (PPS-PE), e de uma comitiva de sete vereadores que entregaram uma moção de apoio a elas. Na reunião, duas vereadoras discutiram. A vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB) insinuou que a vereadora Líliam Sá (PR) representava o senador Marcelo Crivella (PRB), autor do polêmico projeto Cimento Social, que provocou a ocupação do Exército. Diante do bate-boca, a mãe de Costa pediu respeito. "Ninguém vai fazer política em cima do homicídio do meu filho." Andréa e Líliam Sá calaram-se.

O advogado João Tancredo, que defende a mães das vítimas, anunciou que entrará com o pedido imediato para que o governo federal comece a pagar o tratamento psicológico a elas. "Estou muito preocupado com o estado de saúde de algumas delas e fui pedir a antecipação de tutela para que elas iniciem um tratamento, imediatamente", declarou Tancredo, que é do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos.

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