Mãe de Isabella ainda não conseguiu voltar à rotina

SÃO PAULO ¿ Depois da tragédia que levou à morte da filha Isabella Nardoni, 5 anos, a bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira, 24 anos, parecia ter retornado à sua rotina quando na última segunda-feira voltou ao trabalho, no prédio do Unibanco, localizado na Avenida Eusébio Matoso, 891, na capital paulista. No entanto, Ana Carolina trabalhou apenas dois dias e desde então não cumpriu mais expediente por conta do assédio, especialmente da própria mídia, sobre o assassinato da menina, afirmaram fontes do shopping Eldorado, onde a mãe de Isabella faz manicure.

Redação com Agência Estado |



A assessoria de imprensa do Unibanco informa que não vai se pronunciar sobre o caso, por se tratar de uma questão pessoal da funcionária, mas confirmou que Ana Carolina não foi trabalhar nesta quinta-feira.

Abordados pela reportagem do Último Segundo, alguns funcionários confirmaram a informação de que é mesmo naquela unidade do banco que Ana Carolina trabalha. Ela trabalha no 18º andar na mesa da captação, mas não tem vindo ao trabalho, especificou uma das pessoas ouvidas.

Em depoimento dado à polícia no último dia 2, Ana Carolina Cunha declarou que não descarta que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, estejam diretamente envolvidos no que aconteceu com sua filha, que morreu no dia 29 de março ao cair do sexto andar do prédio onde o casal morava na zona norte de São Paulo. No depoimento, ela diz ter recebido um telefonema de Anna Carolina Jatobá, mulher atual de Alexandre Nardoni, para avisar sobre a queda de Isabella. Anna Carolina Jatobá estava nervosa e falava palavrões, segundo a mãe da menina.

O depoimento de Ana Carolina Cunha de Oliveira também revela detalhes de sua relação com o ex-marido Alexandre Nardoni.

Segundo ela, os dois se conheceram em dezembro de 1999. Ficaram juntos durante três anos e meio. Alexandre teria conhecido Anna Carolina Jatobá quando entrou na faculdade de direito.

Após 11 meses do nascimento da filha, eles se separaram. Isabella, de acordo com o depoimento, não era agredida pelo pai e foi matriculada em uma escola com um ano e quatro meses. Como Alexandre era contrário à idéia, os dois discutiram e ele chegou a ameaçar sua mãe de morte.

Para Ana Carolina de Oliveira, era evidente que todas as brigas de Anna Carolina Jatobá com Alexandre eram por ciúmes dela. A mãe de Isabella contou ainda que sua filha voltava das visitas quinzenais ao pai com mordidas e marcas arroxeadas. Quando questionada, a menina dizia que havia brigado com o irmão.


O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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