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Mãe de Isabella achou entrevista fantasiosa, diz Ota

SÃO PAULO - Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, que nesta segunda-feira participou do evento Paz Sim, Violência Não, organizado pelo padre Marcelo Rossi, na zona sul de São Paulo, não quis comentar com a imprensa a entrevista concedida no domingo por Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, ao programa Fantástico, da Rede Globo. No entanto, ela disse a Massataka Ota, pai do menino Ives Ota, seqüestrado e assassinado em 1997, que havia muita fantasia na entrevista. Arte: http://ultimosegundo.ig.com.br///multimidia//galeria_de_fotos/2008/04/22/caso_isabella_91632.html target=_topveja passo a passo o que mostram os laudos sobre a morte Defesa: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/03/em_cartas_pai_e_madrasta_de_isabella_afirmam_inocencia_1257049.html target=_topem cartas, pai e madrasta alegam inocência http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/20/pai_e_madrasta_de_isabella_nardoni_alegam_que_sao_inocentes_1279862.htmlEm entrevista ao Fantástico, casal se diz inocente

Redação com agências |

AE
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Ana Carolina foi à missa com padre Marcelo
Segundo Ota, que se aproximou da família de Isabella nas últimas semanas, Ana Carolina afirmou que "o Brasil viu que é tudo decorado, fantasiado".

De acordo com ele, Ana Carolina disse que Isabella nunca manifestou a vontade de morar com a madrasta, apesar de gostar do pai. Ela comentou que Isabella nunca quis morar com a madrasta. Ela adorava o pai, mas não pensava em morar com ele para sempre.

Ota ressaltou que Ana Carolina ficou chateada com as declarações da madrasta, que pareciam insinuar que Isabella gostava mais da nova companheira do pai. Ele disse, no entanto, que a família Oliveira nunca acusou ninguém e aguarda a conclusão da investigação. As informações são do Jornal da Tarde.

Promotor estranha emoção

Na opinião do promotor Francisco Cembranelli, a única novidade da entrevista foi a emotividade, não observada quando interrogados pelas autoridades policiais. Nos depoimentos, Anna Carolina pouco se emocionou e Nardoni chorou ao ver fotos da filha desde a infância até o laudo necroscópico, segundo o promotor.

Na TV, Alexandre e Anna Carolina disseram, entre outras coisas, que o relacionamento da família era harmonioso, que nunca encostaram um dedo na menina, que o sonho de Isabella era morar com eles e que são totalmente inocentes. Evitaram dar detalhes sobre o dia do crime, não mencionando fatos importantes ligados à morte de Isabella que pudessem, até mesmo, servir de provas a favor deles.

O promotor Cembranelli disse que nada muda no caso com a entrevista, já que o casal repetiu a versão da negativa de autoria e comentou apenas informações periféricas, mal falando sobre o crime.

Cembranelli afirmou que eles não responderam o que a população gostaria de saber, referindo-se à indagação de como justificariam a presença de sangue no carro. A resposta foi, assim como nos interrogatórios, não sei. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

"Somos totalmente inocentes"

Reprodução/ TV Globo
asasasasas
Promotor estranhou reação do casal na TV
Em entrevista ao Fantástico, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltaram a afirma que uma terceira pessoa pode ter matado a Isabella.

"Somos totalmente inocentes", disse Anna Carolina emocionada. "Nunca encostei um dedo na minha filha", argumentou Alexandre. Segundo ele, sua esposa "era uma segunda mãe" para Isabella.

Alexandre Nardoni disse ainda não entender o que fizeram com sua filha. "Passamos muitos momentos marcantes com a Isa, não consigo acreditar que fizeram isto com ela. Não entra na minha cabeça como fizeram uma coisa destas com uma criança, não entra, não consigo entender".

O pai de Isabella pediu à população que denuncie se tiverem conhecimento de algum suspeito. Queremos que a verdade apareça. É o que eu peço todos os dias para Deus, que apareça o culpado, completou Ana Carolina.

Depoimentos

O pai de Alexandre Nardoni, Antônio Nardoni, e a irmã, Cristiane, vão prestar depoimento no 9°Distrito Policial (DP), na zona norte de São Paulo, nesta terça-feira, às 16h. 

Segundo o delegado da Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galeano, nesta terça também pode ser pedida a prisão preventiva do casal, indiciado na última sexta-feira.

Corregedoria

Também nesta terça, os advogados de defesa da Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá informaram que darão entrada em uma representação na Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo por causa de supostas irregularidades na condução do inquérito que investiga a morte da menina, ocorrida no dia 29 de março.

O advogado Rogério Neres de Sousa citou entre as irregularidades o fato de o casal ter sido questionado, no novo depoimento, na sexta-feira, acerca de provas que não estão nos autos, entre elas marcas de sangue de Isabella que teriam sido encontradas no carro da família.

O que as investigações revelaram

Até o momento, o que foi revelado pelos laudos do IC é que havia

AP
Caso Isabella chega a sua fase final
sangue no carro de Alexandre, no apartamento do casal e no sapato de Anna Carolina. A polícia sabia, desde o início das investigações, que havia sangue no carro de Alexandre, mas preferiu manter a informação em sigilo para não atrapalhar o encaminhamento do caso e confundir a defesa do casal. Durante a investigação, chegou até mesmo a anunciar que não era sangue a mancha encontrada no veículo.

De acordo com a polícia, havia sangue no encosto do banco do motorista, no assoalho do veículo e na lateral da cadeirinha de bebê. No apartamento, o sangue teria sido encontrado do hall de entrada até o quarto dos filhos do casal. Exames confirmaram que o sangue é de Isabella Nardoni.

Trilha de sangue - o laudo também apontou que havia uma trilha de sangue na cena do crime que o assassino tentou disfarçar. Ela começava no carro de Alexandre e continuava a partir da entrada do apartamento. Por isso, a perícia chegou à conclusão de que Isabella chegou ferida ao apartamento do 6º andar do Edifício Residencial London.

A trilha de sangue foi produzida por pingos que caíram de uma altura de 1,2 ou 1,3 metro de altura, o que é compatível com a altura do pai da menina. O rastro começa no carro de Alexandre, o Ford Ka estacionado na garagem do 2º subsolo do prédio, e só foi revelado após a aplicação do luminol (substância química que destaca manchas invisíveis a olho nu).

Além da porta do apartamento, a trilha continuava, passando ao lado da mesa com seis lugares e do sofá de couro preto. Em seguida, os pingos mostraram que o assassino de Isabella levou a menina no colo pela sala onde estava a tevê de plasma de 50 polegadas até o corredor em direção dos quartos.

Uma gota foi identificada, por exemplo, na frente da porta do banheiro. O criminoso entrou na primeira porta à esquerda - o quarto de Cauã e Pietro, que fica antes do de Isabella. Ele pôs Isabella em cima da cama enquanto cortava a rede da tela de proteção, daí a mancha de sangue no lençol encontrada no quarto.

Pegada de chinelo - foi então que o assassino escorregou e pisou no lençol da cama. É ali que foi encontrada a pegada característica do chinelo que Alexandre usava na noite do crime.

Tela cortada - a tela foi cortada rapidamente com uma faca e com uma tesoura - na roupa de Alexandre havia partículas de naílon da tela. Isabella foi segurada pelas mãos a 20 metros de altura. Foi solta primeiro pela mão esquerda e depois pela direita. Havia uma mancha de sangue em forma de dedos de criança a 5 cm do parapeito da janela.

Marcas no pescoço - os peritos também constataram que as marcas no pescoço da menina foram provocadas por esganadura. Pela extensão e o tipo das lesões internas, tudo leva a crer que a compressão foi feita por alguém não tão forte.

Reprodução/ TV Globo
Quarto de onde Isabella foi jogada
Versão do pai - o fato de Isabella ter chegado ferida ao prédio desmente o álibi do pai. Em seu primeiro interrogatório, Alexandre afirmou que ela estava bem quando chegou ao prédio. Isabella dormia. Alexandre afirmou que levou a menina no colo até o quarto dela. Alexandre contou à polícia que levou Isabella sozinho até o apartamento enquanto sua mulher e seus dois outros filhos aguardavam na garagem. Segundo ele, quando voltou ao apartamento encontrou a tela da janela rompida e a criança havia sido jogada.

Arrombamento e invasão - não havia sinais de arrombamento no apartamento nem de uma possível invasão do prédio. Os peritos usaram um homem de 1,9 m de altura para exemplificar que seria impossível que alguém escalasse o muro dos fundos do prédio para entrar no imóvel. Concluíram que não havia possibilidade de que uma terceira pessoa tivesse invadido o prédio e matado a menina.

A trilha de sangue no apartamento foi desfeita às pressas pelo criminoso. O que ele não contava era que o rastro de gotas de sangue e a presença de manchas na fralda fossem detectadas pelo uso do luminol.

Os peritos também analisaram as fitas de vídeo do sistema de segurança do Edifício London e do prédio em frente. Em nenhum momento foi observada a presença de pessoa estranha ou veículo entrando no prédio no dia do crime.

Portanto, os dois únicos adultos que estavam no apartamento naquela noite eram o pai e madrasta da menina. Essa certeza se deve ainda a um dos princípios de toda perícia criminal: todo contato deixa uma marca. Nenhuma outra pessoa deixou marcas dentro do apartamento além dos dois acusados. Todas as marcas e vestígios no lugar foram feitos pelo casal e pelas três crianças.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

*Com informações da Agência Estado

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