Mãe de criança morta no PR usava drogas com acusado

A menina L.R.

Agência Estado |

R., de 9 anos, foi morta no sábado, em Curitiba, no intervalo de tempo em que a mãe, a catadora de papel Maura da Rosa, saiu da casa para buscar droga que iria continuar consumindo com o acusado de matar a criança, o andarilho Mariano Torres Ramos Martins. A conclusão foi apresentada hoje pelo delegado do 12º Distrito Policial (DP) da capital paranaense, Rogério Martins de Castro. Segundo o delegado, o acusado confessou ter tentado molestar sexualmente a menina, mas, como ela acordou, foi asfixiada com um cordão de tênis.

Os exames, ainda não concluídos pelo Instituto Médico Legal (IML), vão apontar se a violência sexual foi consumada. "Ela apresenta um sinal, mas não se sabe se é decorrência de violência", disse o delegado. "Essa violência não está admitida, mas também não está descartada." Castro disse que a "história fecha" com os depoimentos dos familiares da menina, do acusado e de várias testemunhas.

Por volta das 20 horas de sábado, Martins passou a fazer uso de crack com Maura, que estava em casa com Lavínia e sua outra filha, de 5 anos. "Consumiram grande quantidade", disse o delegado. Quando acabou, Maura saiu para comprar mais. A polícia ainda não determinou em que horário isso aconteceu, mas foi antes das 22 horas, porque nesse horário o marido de Maura, Mário, chegou "completamente embriagado".

Ele acabou dormindo na sala, onde costumava ficar, para que Maura e as duas filhas usassem o quarto. Nesse momento, o andarilho estava no quarto com as duas crianças. "O acusado aguardou que o padrasto fosse dormir e, segundo ele mesmo informou em sua confissão, subiu na cama e tentou molestá-la sexualmente, como a vítima acordou e começou a gritar, ele apanhou um cordão de tênis e a asfixiou", relatou o delegado.

Os moradores do bairro chegaram a espancar o andarilho, que precisou ser internado em um hospital antes de ser levado para a delegacia. Foragido da Colônia Penal Agrícola e com mandado de prisão por porte ilegal de armas e roubos, ele está preso no Centro de Triagem de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, agora indiciado por homicídio e atentado violento ao pudor.

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