Madrugada é tranquila nos aeroportos após anúncio de greve

Funcionários da Infraero protestam contra o modelo de privatização dos aeroportos de São Paulo, Campinas (SP) e Brasília

AE |

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Desde a 0h de hoje, os aeroportuários que trabalham nos terminais de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e de Brasília estão em greve , que deve durar 48 horas, até a meia noite de sexta-feira.

A categoria protesta contra o modelo de privatização destes três aeroportos, que estão no cronograma do governo federal. A expectativa é que os leilões aconteçam até o início de 2012. Juntos, os aeroportos têm 3 mil funcionários. 

Durante a madrugada, o Sindicato dos Aeroviários promovia, na área de serviços dos funcionários da Infraero, uma aglomeração, com carro de som, de cerca de 30 pessoas. Um grupo de 20 membros do Movimento dos Sem Terra (MST), que estaria apoiando a greve, dormia próximo ao saguão. 

Cerca de 80% do efetivo dos funcionários da Infraero teriam aderido à paralisação em Guarulhos nesta madrugada. O balcão de informações da empresa estatal que administra o aeroporto estava vazio. Em razão do horário, as filas em frente aos balcões das empresas aéreas eram pequenas. 

O passageiro que esteve em Cumbica nesta madrugada praticamente não sentiu dificuldades para embarcar ou desembarcar. Está prevista para as 7h30 uma assembleia entre os funcionários do turno da madrugada e os do turno da manhã. 

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, afirmou que a greve serve para mostrar à população apenas um pouco da 'escuridão' em que estes três aeroportos ficariam caso o governo privatize os serviços. Entre 0h e 7h de hoje, dos 462 voos domésticos e internacionais programados, 30 sofreram atrasos e outros 21 foram cancelados, sendo quatro em Guarulhos, um em Viracopos e um em Brasília.

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