Madrasta de Isabella Nardoni é interrogada neste momento

SÃO PAULO - A madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, está sendo interrogada pelos delegados Calixto Calil e Renata Pontes no 9º DP, no carandiru, zona norte de São Paulo.

Luciana Fracchetta, do Último Segundo |

O interrogatório de seu marido, Alexandre Nardoni, durou cerca de oito horas e, de acordo com o delegado Aldo Galeano, o de Anna deve ser ainda mais longo. O casal foi indiciado pelo homicídio da menina na tarde desta sexta-feira.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que os depoimentos de Antônio e Cristiane Nardoni, avô e tia da menina Isabella, estão confirmados para ocorrerem neste sábado à tarde. A assessoria de imprensa da SSP informou não saber ainda qual será o horário exato em que eles começarão a ser ouvidos pela polícia no 9º DP.

Segurança reforçada

A chegada de Alexandre e Anna Carolina Jatobá à delegacia foi bastante tumultuada e sob forte esquema de segurança. Os dois chegaram em uma viatura da polícia e a madrasta de Isabella chorava. (veja vídeo abaixo) 

  • Em cartas ( veja a íntegra aqui ), divulgadas no dia 3 de abril, o casal afirmou ser inocente. Nesta sexta-feira, o advogado de defesa da família Nardoni, Ricardo Martins, pediu mais uma vez para que não tenha prejulgamento. "Só tenho uma coisa a dizer, não julguem para que não sejam julgados. É um absurdo ter que contratar seguranças para que a casa não seja invadida", enfatizou Martins, acrescentando que a situação é humilhante e desesperadora para a família. 

    Rua fechada

    AE
    Na delegacia, a rua está fechada para o tráfego de veículos e grades foram colocadas para que a multidão e jornalistas fiquem longe da porta de entrada do distrito. No local, em que está a imprensa, tendas e quatro banheiros químicos foram instalados.

    Cerca de 60 pessoas estão no local. No momento em que o casal chegou à delegacia, elas pediram por justiça. Anna Carolina chorava muito quando deixou a viatura da polícia que levou o casal ao distrito.

    Segundo informações do supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), Luís Antônio Pinheiro, o esquema foi montado para garantir o trabalho da imprensa e a segurança dos moradores da região. "O trânsito local é permitido", afirmou Pinheiro.

    A operação de segurança no 9º DP conta com 11 viaturas do GOE, 16 policiais do GOE e 15 da Polícia Militar (PM), além de voluntários.

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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