O ex-prefeito do Guarujá Farid Said Madi (PDT) disse hoje que a prisão dos seus familiares no sábado, no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentavam embarcar com uma quantia de dinheiro superior à permitida por lei, foi maldade com motivação política e que o fato o estimulou a se candidatar novamente. Agora eu estou com vontade (de ser candidato).

Eu não estava com muita não, mas agora eu fiquei com bastante vontade" disse o prefeito, que convocou uma entrevista coletiva no Guarujá para prestar esclarecimentos sobre a prisão de seus pais, irmão e da filha de 19 anos. Ele afirma que a denúncia anônima à Polícia Federal (PF) que motivou a averiguação de seus familiares no aeroporto partiu da atual administração municipal.

Madi negou que soubesse que o valor permitido por lei para embarque ao exterior é de R$ 10 mil. "Eu imaginava que eram US$ 10 mil. Eu não sabia que eram R$ 10 mil, tanto é que a minha filha estava levando US$ 6 mil. Meu irmão estava levando US$ 10 mil", disse o ex-prefeito. A família tentava embarcar para os Emirados Árabes, de onde seguiria para o Líbano. Com os quatro familiares de Madi e outros três conhecidos foram encontrados US$ 123 mil. Eles foram autuados por violação ao artigo 22 da Lei 7.492/86, a Lei do Colarinho Branco, e ficaram detidos por cerca de 40 horas.

Casado com a deputada estadual Haifa Madi (PDT), o ex-prefeito cogita uma dobradinha com a mulher nas próximas eleições. No entanto, ele ainda não sabe se Haifa será candidata à reeleição e ele concorrerá a uma vaga na Câmara Federal ou se ele disputará uma cadeira na Assembleia de São Paulo e sua mulher em Brasília.

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