Cerca de 500 pessoas participam de Marcha pela Maconha transformada em Marcha pela Liberdade de Expressão

Após proibição da Justiça, manifestantes substituem
Severino Motta
Após proibição da Justiça, manifestantes substituem "maconha" por "pamonha" em cartazes de Marcha em Brasília
Começou por volta das 16h30 a Marcha da Maconha em Brasília, que a exemplo do que aconteceu em São Paulo , foi proibida pela Justiça e a transformou em marcha pela liberdade de expressão.

Antes de sair a Polícia Militar vistoriou alguns dos participantes e avaliou cartazes e adesivos para garantir que a palavra “maconha” não fosse usada. Os participantes substituíram a palavra por “pamonha”.

Aos gritos de “fumar não faz mal, pamonha é legal” e “vem para a marcha, vem que é da Maria”, os manifestantes saíram da Catedral e seguiram pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Supremo Tribunal Federal. O protesto é pela legalização da maconha e contra a decisão da Justiça do Distrito Federal que proibiu a Marcha.

“Queremos discutir a liberação da canabis não só para uso recreativo, mas também medicinal, industrial e religioso. O assunto deve ser tratado pelo governo”, afirma uma das organizadoras do evento, a estudante Isabela Góes.

Outra organizadora, a estudante Daniele Bomtempo, se queixa da proibição da Justiça do DF. “Essa proibição é absurda. Lutamos pela liberdade e pamonha é liberdade”, diz.

O Major William Araújo, da Polícia Militar, diz que só aceitará manifestações sobre a liberdade de expressão. “Quem for pego fazendo apologia às drogas ou flagrado com substâncias proibidas será preso”.

Apesar disso, a reportagem flagrou jovens fumando maconha durante a manifestação .Questionado se a substituição de “maconha” por “pamonha” não traria problemas, o major afirmou que: “Maconha é proibido, mas pamonha não ”.

Até o momento não houve nenhum incidente com a Polícia, que estima em 500 pessoas o número de manifestantes. A organização da Marcha, por sua vez, alega a presença de dois mil participantes.

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