Quilombola do Maranhão diz que foi perseguido e ameaçado

Batista disse que não foi morto porque conseguiu se esconder. Em 2011, quilombolas relataram várias ameças no Estado

Wilson Lima, iG Maranhão |

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Maranhão denunciou na quarta-feira (4) à Ouvidoria Agrária Nacional que o líder quilombola João Batista, da cidade de Pirapemas, distante 150 quilômetros de São Luís, foi vítima de uma emboscada. Em depoimento à polícia, Batista disse que não foi morto porque não foi encontrado.

Reprodução/Google Maps
Pirapemas fica distante 150 quilômetros de São Luís
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Conforme as informações da CPT, dois homens em uma moto perseguiram Batista por volta das 19h, nas proximidades do povoado Pontes. O líder quilombola, ao perceber que estava sendo procurado por estes dois homens, correu e se escondeu em um matagal na região. Os dois homens, armados, ainda fizeram uma busca pela região, mas não conseguiram encontrá-lo.

As ameaças ocorreram após ele e mais quatro quilombolas do Território Aldeia Velha terem prestado depoimento ao delegado Leonardo Diniz, para apurar crimes contra as comunidades tradicionais do Maranhão em Pirapenas. Entre os crimes estão ameaças de morte, incêndio de roças, matança de animais e até envenenamento de água de poços utilizados pelos quilombolas.

Essa não é a primeira vez que lideranças quilombolas são ameaçadas de morte na região. No ano passado, o coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Maranhão, padre Inaldo Serejo, e o advogado da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Maranhão (OAB-MA), Diogo Cabral, foram ameaçados de morte por fazendeiros na cidade de Cantanhede, vizinha a Pirapemas.

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