Promotoria investiga morte por omissão de socorro no Maranhão

Familiares de um pedreiro de 34 anos pediram uma ambulância ao Samu, mas não houve resposta; havia veículos disponíveis

Wilson Lima, iG Maranhão |

O Ministério Público do Maranhão (MPE) abriu inquérito criminal para apurar as denúncias de uma morte possivelmente provocada por omissão de socorro. Familiares do pedreiro Cristino Sousa, de 34 anos, afirmam que houve negligência dos funcionários do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), quando eles solicitaram uma ambulância para levá-lo a um hospital.

Sousa morreu na manhã de segunda-feira por insuficiência respiratória fruto de complicações de uma pneumonia.

O promotor da Saúde, Herberth Figueiredo, afirma que pelas informações colhidas até o momento, existem claros indícios de que houve omissão de socorro por parte dos atendentes do Samu. No entanto, o processo de investigação vai apurar de quem foi a responsabilidade pelo não envio da ambulância. Se foi do atendente que recebeu a ligação dos familiares do pedreiro ou do médico plantonista na segunda-feira.

Também no Maranhão: Falsários 'amputam' a mesma perna duas vezes para fraudar DPVAT

O MPE também determinou a abertura de um inquérito policial para apurar o caso. “Vamos trabalhar em duas frentes para tentar apurar o mais rápido possível de quem foi a culpa”, disse Figueiredo. Ele espera concluir as investigações em 30 dias.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) também determinou a abertura de sindicância interna. O secretário de saúde de São Luís, Gutemberg Araújo, pediu que o Conselho Regional de Medicina (CRM) faça uma outra investigação sobre a conduta do médico responsável pelo atendimento. Segundo Araújo, não houve justificativa plausível para o não envio de uma ambulância ao local.

No momento da ocorrência, existiam veículos disponíveis e pessoal técnico especializado.
O pedreiro morava em um bairro chamado Residencial Primavera, na periferia de São Luís.

O local ficava há menos de cinco minutos da base de atendimento do Samu na capital do Maranhão. Ele sofria de diabetes e há quatro meses era vítima de complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Os familiares afirmam que ligaram para o Samu quatro vezes e que em todas não foram atendidos.

    Leia tudo sobre: samuatendimentopneumonia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG