Negado pedido de prisão contra policiais grevistas no MA

Comando da PM pediu prisão de oito líderes do movimento por desobediência; Justiça considerou que não cometerem esse crime

Wilson Lima, iG Maranhão |

O juiz Vicente de Paula Gomes de Castro negou pedido de prisão preventiva contra os líderes do movimento grevista da Polícia Militar do Maranhão e dos homens do Corpo de Bombeiros. A decisão saiu na tarde desta sexta-feira (25).

O pedido de prisão de oito líderes foi feito pelo comando da Polícia Militar na quinta-feira (24). No pedido, o comando da PM argumentou que houve descumprimento do art. 149 do Código Penal Militar, referente à crimes de desobediência. Entretanto, na decisão o juiz afirmou: "Não há nos autos, por conseguinte, prova alguma dos crimes imputados aos representados, tampouco indícios suficientes de autoria".

Wilson Lima/iG
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A decisão foi comunicada aos policiais militares e bombeiros na noite desta sexta-feira no prédio da Assembleia Legislativa do Estado, ocupado desde a noite de quarta-feira (23). Os militares comemoraram com gritos de guerra e cantando o hino da Polícia Militar do Estado. Neste sábado, o movimento deve contar com o apoio dos homens da Tropa de Choque da PM, que ainda não tinham aderido à paralisação.

Durante o dia, os grevistas expulsaram três pessoas da Assembleia Legislativa sob a acusação de que elas estavam espionando o movimento. Duas delas foram identificadas como integrantes do exército. O comando do 24º Batalhão de Caçadores negou o envio de homens para qualquer serviço de espionagem.

Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança do Estado, Aluísio Mendes, negou serviços de espionagem contra os grevistas, mas afirmou que o serviço de inteligência foi acionado "diante de notícias de possíveis excessos".

Por conta destas informações sobre possível espionagem contra os grevistas, o acesso ao prédio da Assembleia Legislativa agora somente pode ser feito mediante prévia identificação. Cerca de duas mil pessoas estão no prédio na noite desta sexta-feira. Além de policiais militares, o movimento ganhou o apoio de policiais civis, professores do Estado e Município, entre outras categorias

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