Mais de 10 mil estão fora de casa no Maranhão

Chuvas e enchentes afetam 12 cidades do Estado, segundo Defesa Civil

Wilson Lima, iG Maranhão |

Dilvulgação
Cidade de Trizidela do Vale é a cidade maranhanse com mais pessoas fora de suas casas
Um total de 10,3 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas no Maranhão conforme relatório divulgado nesta terça-feira, dia 8, pela Defesa Civil do Estado. São 6.721 desabrigados e 3.338 desalojados em 12 cidades maranhenses atingidas pelas chuvas e enchentes dos rios Mearim, Itapecuru, Tocantins e Parnaíba.

A Defesa Civil considera desabrigadas as pessoas que foram obrigadas as deixar suas casas e agora moram em abrigos públicos. As desalojadas são aquelas que residem, temporariamente, na residência de amigos e parentes.

Entre as 12 cidades atingidas, o maior número de pessoas fora de casa está em Trizidela do Vale, distante aproximadamente 300 quilômetros de São Luís. Somente neste município, existem 5.832 desabrigados ou desalojados. Três cidades no Maranhão já decretaram situação de emergência: Trizidela do Vale, Igarapé do Meio e Bacabal. As chuvas e enxurradas também atingiram Bacabal, Pedreiras, Catanhede, Imperatriz, Itapercuru-Mirim, Pirapemas, São Luís Gonzaga, Timon e Vitória do Mearim.

As outras cidades com o maior número de desabrigados são Bacabal, com 1,1 mil desabrigados, e Pedreiras, com aproximadamente 900. O governo federal enviou, desde a semana passada, aproximadamente duas mil cestas básicas e mais de 300 barracas para os desabrigados em todo o Maranhão.

Carnaval apesar da chuva

Apesar da situação anormal que muitas cidades maranhenses vivem nesse momento, algumas prefeituras resolveram não cancelar as festividades de carnaval. Entre as quais, Bacabal, Pedreiras, Itapecuru-Mirim e Imperatriz.

Em Pedreiras, por exemplo, a prefeitura em parceria com o governo do Estado gastará cerca de R$ 200 mil com as festas de carnaval. Pedreiras é vizinha de Trizidela do Vale e, segundo a prefeitura, absorve o maior número de desabrigados de Trizidela. Além disso, Pedreiras foi obrigada a suspender as aulas porque 24 escolas do município foram transformadas em abrigos.

O prefeito Lenoílson Passos (PV) afirmou que não poderia suspender o carnaval na cidade apesar do momento de crise. Segundo ele, os próprios desabrigados discordaram da suspensão da festa carnavalesca. “Você pode me perguntar se é falta de sensibilidade fazer um festa com a nossa cidade passando por esses problemas. Para quem mora em São Paulo ou São Luís, pode parecer. Agora, nós estamos acostumados a conviver com isso”, disse o prefeito. O carnaval em Pedreiras é animado por trios elétricos e blocos alternativos.

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