Improvisado, aeroporto de São Luís perde voos internacionais

Aeroporto foi interditado porque teto ameaçava desabar. Com isso, a sala de espera foi improvisada no estacionamento

Wilson Lima, iG Maranhão | 12/04/2011 20:50

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Após ser parcialmente interditado para reformas, o aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, perdeu a condição de terminal internacional de passageiros. A determinação partiu da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Foto: Wilson Lima/iG Ampliar

Sala de espera do aeroporto de São Luís é improvisada no estacionamento

A Infraero solicitou a suspensão dos serviços de alfândega e da Receita Federal no aeroporto. A medida visa diminuir o desconforto dos passageiros, já que a área de espera e de embarque foram reduzidas com a interdição parcial do terminal de passageiros. A medida é temporária. A Infraero afirma que solicitará o alfandegamento do aeroporto assim as reformas forem concluídas.

Com o rebaixamento de status, o aeroporto de São Luís não tem mais condições de receber vôos internacionais. Desde 2003, o aeroporto de São Luís é homologado como internacional e no ano passado recebeu vôos charters da Europa. O último, em dezembro, trouxe 230 turistas europeus que visitaram a capital, Barreirinhas e Alcântara.

Em 24 de março, o aeroporto Marechal Cunha Machado foi parcialmente interditado após a Infraero detectar risco de desabamento do telhado da área de embarque de passageiros. Com a interdição parcial, o terminal foi realocado para uma área de estacionamento. A área de check in remanejada para a antiga sede administrativa da Infraero. Essa interdição parcial já causou uma série de transtornos aos passageiros. No domingo dia 04, por exemplo, uma placa de acrílico caiu sobre uma funcionária da Gol. Ela teve apenas ferimentos leves.

O Ministério Público Federal (MPF) também abriu investigação para apurar as causas da interdição parcial do aeroporto de São Luís. Até o final da semana, o procurador Alexandre Soares decidirá se ingressará ou não com uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Infraero cobrando celeridade nos serviços de reforma do aeroporto.
 

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