Homem se passa por padre, faz casamento e é preso no Maranhão

Cristiano Silva, de 27 anos, enganou arquidiocese e fieis. Ele disse que era padre, todo mundo acreditou e passou a celebrar missa

Wilson Lima, iG Maranhão |

A Polícia Civil do Maranhão prendeu na noite desta terça-feira em flagrante Cristiano Santos da Silva, de 27 anos, acusado de se passar por padre e até de ter celebrado missas e casamentos sem ter frequentado um seminário. Ele será autuado pelo crime de estelionato.

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Segundo informações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), ele rezava missas na Igreja de São João Batista, no bairro do Recanto dos Vinhais, em São Luís, há aproximadamente sete meses. Natural de Castanhal, no Pará, o falso religioso foi criado por padres e isso, pelas informações da polícia, teria facilitado sua entrada na igreja do Recanto dos Vinhais.

Reprodução
Cristiano Santos da Silva, de 27 anos, acusado de se passar por padre
Após chegar a São Luís, ele se aproximou dos líderes da Igreja de São João Batista, disse que era padre no Pará e conseguiu uma vaga. Mas os coordenadores da Igreja de São João Batista nunca tinham pedido documentação ou algo parecido. A coordenação da Igreja de São João Batista não foi encontrada para comentar o assunto.

Após algumas missas celebradas por Cristiano Silva, moradores do Recanto dos Vinhais desconfiaram da linguagem adotada por ele nas celebrações - além da idade dele. Após desconfiança de moradores, a Arquidiocese de São Luís fez um levantamento do histórico de vida de Cristiano Silva e descobriu que ele não tinha formação. Representantes da arquidiocese então denunciaram o caso à polícia e ele foi preso em flagrante antes de uma celebração.

Pelas investigações da polícia, enquanto morava em Castanhal, ele já se passava por padre e até contraiu dívidas e tirou dinheiro de fiéis afirmando que era para obras da Igreja Católica do Pará. Ao não conseguir pagar uma dívida de um carro alugado, ele fugiu do Pará e se mudou para o Maranhão. Além de ser padre, ele também conseguiu emprego como professor em escolas do Estado. Mensalmente, a vida de padre e professor lhe rendia aproximadamente R$ 3 mil.

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