Grevistas fecham única estrada que dá acesso a São Luís

Professores estão parados há 45 dias. Protesto deixou 20 quilômetros de congestionamento no Maranhão

Wilson Lima, iG Maranhão |

Em greve há 45 dias, os professores da rede pública estadual de ensino do Maranhão fecharam nesta quinta-feira (14), pela manhã, a BR-135, o único acesso rodoviário a São Luís. Pelo menos mil docentes participaram da manifestação. O protesto causou um congestionamento de aproximadamente 20 quilômetros.

Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Guterres, a manifestação teve o objetivo de sensibilizar o governo do Estado a reabrir as negociações com a categoria, interrompidas desde a semana passada. “Foi uma manifestação pacífica”, disse Guterres.

Os docentes fecharam o km 30 da BR-135, na altura do Estreito dos Mosquitos, antes da ponte que dá acesso a São Luís. Eles interromperam o tráfego de veículos com galhos de árvores, faixas e cartazes e um carro de som. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi chamada, mas não impediu a manifestação dos docentes. Caminhoneiros ficaram irritados com o protesto, mas não houve conflito.

Essa não é a primeria vez que professores em greve fecham uma rodovia como forma de protesto no Estado. Em 2007, durante uma paralisação que durou quase 90 dias, os professores também bloquearam o tráfego da BR-135 para reivindicar a reabertura das negociações com o então governo Jackson Lago (PDT). Na época, os docentes queriam a revogação de uma lei que instituiu o subsídio como forma de pagamento aos professores.

A greve dos docentes do Maranhão reivindica a implementação do piso nacional de R$ 1.187 e a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). 

Hoje, o professor maranhense em início de carreira recebe R$ 854. Destes, metade corresponde ao salário base e o restante a uma Gratificação de Atividade de Magistério (GAT). O govenro do Estado afirma que a greve está enfraquecida e que pelo menos 90% das escolas já retomaram as aulas. O sindicato rebate esses números e afirma que entre 60% e 70% dos educadores ainda estão de braços cruzados.

Negociações

O governo do Estado ressaltou que a greve dos professores foi decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), decisão confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, o Estado afirmou, por meio de nota, que "o governo sempre esteve aberto à negociação - inclusive, negociava com o sindicato quando da decretação da greve -, mas, com a ilegalidade do movimento, espera que os professores retornem ao trabalho para retomar o diálogo". Eles também afirmaram que “a greve é mantida hoje por membros da diretoria do sindicato".

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