Curandeiro prometeu reatar namoro se jovem fizesse sexo com ele

Conhecido como "Deus do Amor", ele convenceu a mulher de 22 anos a transar com ele por dois anos. Questionado sobre a demora, disse que resultado leva tempo

Wilson Lima, iG Maranhão |

O resultado de uma “cura sentimental” inusitada foi parar na principal delegacia de polícia de São Luís, na manhã desta quinta-feira (28). O curandeiro Memésio da Silva Furtado, de 52 anos, foi denunciado pelos crimes de estelionato e abuso sexual porque não conseguiu reatar o relacionamento amoroso de uma cliente, uma jovem de 22 anos. Segundo a jovem, o curandeiro a obrigava a manter relações sexuais com ele como se fosse parte de um trabalho espiritual para que ela conseguisse seu objetivo. 

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A jovem, cujo nome não foi revelado pela polícia, mora no Bairro de Fátima, localidade na periferia de São Luís. Ela namorava com uma pessoa identificada apenas como Ari, por aproximadamente três anos. Após o término do namoro, ela procurou o curandeiro, que é conhecido na região como “Deus do Amor”. Memésio, pela denúncia da jovem, disse que só havia um jeito de ela retomar o namoro com Ari: manter relações sexuais com o curandeiro, mas gritando o nome do ex-namorado durante o sexo.

O “tratamento” durou dois anos. Segundo a jovem, sem ter qualquer tipo de resultado. Ela e o namorado nunca mais se falaram. O curandeiro, pelas informações da vítima, dizia apenas que o “trabalho demandava tempo e paciência”. Ela perdeu a paciência na noite de quarta-feira (27) e nesta quinta-feira (28) fez a denúncia à polícia.

O curandeiro, em entrevista a uma rádio local, confirmou que mantinha relações sexuais com a jovem e que estava fazendo um “trabalho” para que ela voltasse com o ex-namorado. Mas ele negou que relações sexuais estavam incluídas nesse “despacho”. No entanto, o “Deus do Amor” disse que tinha um caso com a jovem e que ela contou essa história porque ele queria o final do relacionamento.

Memésio foi detido e liberado em seguida após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A Polícia Civil do Maranhão ainda não sabe se irá abrir inquérito para apurar a “cura sexual” do “Deus do Amor”.

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