Com chuvas, barragem é aberta e mil pessoas têm de sair de casa

No Maranhão, temporais fazem com que companhia tenha de abrir comportas de hidrelétrica. "Foi uma surpresa", diz morador

Wilson Lima, iG Maranhão |

Aproximadamente mil pessoas (cerca de 200 famílias) estão desabrigadas ou desalojadas nas cidades de Estreito e Imperatriz, no Sul do Maranhão, por causa da elevação de oito metros no nível do rio Tocantins. São consideradas desabrigadas as pessoas que dependem de abrigos públicos. As desalojadas são aquelas que conseguiram se abrigar na casa de parentes.

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Segundo a Secretaria Municipal de Defesa Civil de Imperatriz, a elevação repentina do nível do Rio Tocantins foi fruto da abertura das comportas da Usina Hidrelétrica de Estreito, instalada na cidade homônima, já na divisa do Maranhão com Tocantins. As chuvas que castigam a região desde sábado, também colaboraram para as cheias no Rio Tocantins

De acordo com o secretário Francisco das Chagas Silva, apesar do Consórcio Estreito Energia (Ceste), responsável pela hidrelétrica, ter emitido um aviso sobre a abertura das comportas, não houve tempo para se fazer a retirada das famílias das áreas de risco em Imperatriz.. Somente em Imperatriz, cinco bairros ficaram completamente inundados.

Os desabrigados em Imperatriz foram realocados em uma escola pública e em um Parque de Vaquejada. Muitos moradores perderam móveis e eletrodomésticos. Poucos foram aqueles que conseguiram salvar pertences pessoais. Em Estreito, os atingidos também foram abrigados em escolas públicas. “Foi uma surpresa para todos”, declarou Silva. 

Por meio de nota oficial, o Ceste informou que, desde o dia 6 de janeiro, manteve contato com a Defesa Civil tanto do Maranhão quanto a do Tocantins e alertou sobre a ocorrência de “grandes precipitações na região do médio norte do Estado do Tocantins”.

“Este contato tinha por objetivo alertar sobre eventuais providências que estes órgãos entendessem cabíveis, em face das informações repassadas. Vale ressaltar que é notório que o fato ocorrido é típico na região neste período de chuvas, com a ocorrência de maiores vazões no Rio Tocantins, que não podem ser retidas em Estreito", afirmou.

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