Chuvas isolam cidade do interior do Maranhão

Acesso a Marajá do Sena só acontece por barco ou helicóptero. Em outras cidades, não há água, comida ou banheiros nos abrigos

Wilson Lima, iG Maranhão |

As chuvas que castigam o Maranhão durante essa semana isolaram Marajá do Sena, cidade de cerca de 7 mil habitantes e distante 400 quilômetros de São Luís. Conforme informações da Defesa Civil do Estado, o acesso ao município ocorre somente por meio de helicóptero ou barco.

Hoje, 10 mil pessoas estão desabrigadas. Três cidades - Bacabal, Trizidela do Vale e Pedreiras - já decretaram situação de emergência. Segundo o coordenador-executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Robério dos Santos, as chuvas destruíram as estradas de acesso a Marajá do Sena. Para se chegar à cidade, é necessária uma viagem de cinco horas de barco ou de helicóptero. A cidade fica em um vale e as chuvas sempre trazem conseqüências sérias. “Nesse momento, se ocorrer uma emergência, não há como se atender. A situação é preocupante”, disse o coronel.

Apesar do isolamento, não existem moradores desabrigados, segundo a Defesa Civil. Em 2009, a cidade sofreu problemas parecidos. Tanto que o prefeito, Manoel Costa (PMN), chegou a declarar há dois anos que pretendia “mudar a cidade do lugar”. A iniciativa nunca foi além da sua declaração.

Em Trizidela do Vale, cidade com o maior números de desabrigados (cerca de 7 mil, mais de 30% da população local), as pessoas que estão nos abrigos reclamam da falta de comida e das condições de higiene no local. No principal abrigo da cidade, o ginásio de esportes do bairro Aeroporto, existe apenas um banheiro para 20 famílias.

Até esta quinta-feira pela manhã, moradores esperavam cestas básicas da Prefeitura de Trizidela do Vale ou do governo do Estado. Tudo que eles comem hoje são restos do que conseguiram guardar da enchente dessa semana. “Isso será resolvido durante essa semana”, resumiu Santos, da Defesa Civil.

O governo do Estado, chefiado por Roseana Sarney (PMDB), informou que enviou equipes de prevenção de doenças para a região e homens da Defesa Civil para ajudar na remoção das vítimas das áreas alagadas.

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