Mais dez presos fogem de Complexo Penitenciário de Pedrinhas

Por Agência Brasil |

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Presos serraram as grades do teto do pátio do presídio enquanto lavavam o local, usado para o banho de sol

Agência Brasil

Mais dez presos conseguiram fugir do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), na noite desta quinta-feira (3). Com isso, subiu para 14 o número de detentos que escaparam do maior estabelecimento prisional maranhense nos últimos cinco dias.

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Videogame Playstation 2 dentro de celo de Pedrinhas. Foto: Ministério Público do MaranhãoAparelhos de TV, DVD e videogame foram encontrados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Foto: Ministério Público do MaranhãoCelas tinham diversos produtos que não poderiam ter entrado no presídio. Foto: Ministério Público do MaranhãoPanelas elétricas encontradas nas celas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Foto: Ministério Público do Maranhão

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap) informou que os presos serraram as grades do teto do pátio do Presídio São Luís (um dos que formam o complexo penitenciário) enquanto lavavam o local, usado para o banho de sol de todos os detentos. Em seguida, usaram uma corda feita com trapos para fugir. Outros dois presos que tentavam escapar se feriram ao tentar ultrapassar a cerca do muro de proteção e foram recapturados.

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Até às 10h desta sexta-feira (4), nenhum dos detentos havia sido recapturado. Policiais do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) procuram os fugitivos. Uma sindicância foi instaurada para apurar as circunstâncias da fuga e apurar eventuais responsabilidades. O chefe do plantão, cujo nome a Sejap não revelou, foi afastado do cargo.

Ao longo dos últimos anos, Pedrinhas tem sido palco de rebeliões e de brigas entre facções criminosas rivais. Só entre o começo de 2013 e março deste ano, ao menos 64 presos forammortos no interior da unidade. Além disso, foi de lá que partiram as ordens para que, no fim de 2013, bandidos atacassem delegacias da região metropolitana da capital e ateassem fogo em ônibus. Em um dos cinco ônibus incendiados em São José de Ribamar, no dia 3 de janeiro, estava a menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos, que teve queimaduras em 95% do corpo e morreu dois dias depois.

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