Sarney: crise no sistema prisional é “campanha contra o Maranhão”

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão, pai da governadora Roseana Sarney (PMDB) tenta defendê-la afirmando que problemas carcerários atingem todo o País

O senador José Sarney (PMDB-AP), pai da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), afirmou em artigo publicado neste domingo que o caos no sistema prisional não é exclusividade do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e que as denúncias contra maus tratos de presos fazem parte de uma campanha contra o Estado. O artigo foi publicado no jornal O Estado do Maranhão, de propriedade do clã Sarney.

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Agência Senado
Para o senador, "os que manipulam a opinião no País, acham que só aqui acontecem as misérias, que são nacionais e globais"

Sarney disse que o Maranhão “nunca teve tradição de violência”. Entretanto, “os que manipulam a opinião no País, acham que só aqui acontecem as misérias, que são nacionais e globais”. “Passam uma imagem de nossa terra que atinge nosso orgulho, é injusta, tendenciosa, cheia de preconceito e tem uma conotação política. O Maranhão não merece isso”, escreveu o pemedebista.

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Em seguida, Sarney classifica as denúncias sobre o caos em Pedrinhas, assim como a divulgação de licitações de artigos considerados supérfluos como 80 quilos de lagosta fresca e 2,4 toneladas de camarão, como uma “campanha” contra o Maranhão. Campanha essa orquestrada por políticos da oposição, para o pemedebista.

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Sarney endossa o discurso da filha, segundo a qual, houve o aumento da violência urbana em função do “crescimento do nível de renda” no Estado. “A campanha contra o Maranhão, infelizmente, tem dedo oculto de políticos nossos que acham que têm de destruir o Maranhão para desviar o interesse e o progresso que estamos vivendo e tirar vantagem política, repetindo que somos mais pobres, mais miseráveis e coisas mais”.

Desde o início de 2013, 62 detentos morreram nas penitenciárias do Maranhão. Sessenta apenas no ano passado, conforme levantamento feito pelo iG. O Estado respondeu, no ano passado, por 1/3 das mortes nos presídios brasileiros conforme informações levantadas pelo iG.

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