Dilma estuda enviar grupo de ministros ao Maranhão

Por Nivaldo Souza , iG Brasíia | - Atualizada às

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O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, embarcou nesta tarde para a capital maranhense; Maria do Rosário também pode ser enviada para negociar a crise no Estado

A crise no sistema prisional do Maranhão levou a presidente Dilma Rousseff a estudar o envio de um grupo de ministros para acompanhar o quadro no Estado. A comitiva pode ser liderada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que embarcou nesta tarde para São Luís, e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. O envio de ministros mudaria, assim, a estratégia do Palácio do Planalto em relação à crise aberta no reduto da família Sarney.

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Clayton Montelles/Divulgação
Corredor da Casa de Detenção de Pedrinhas, no Maranhão

O governo evitava até agora atuar diretamente no Estado para evitar constrangimentos a Roseana Sarney (PMDB), mas a demora da governadora em articular soluções conjuntas com o Ministério da Justiça pesa na decisão do Palácio do Planalto, principalmente após pressões internacionais feitas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

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A ida de uma comitiva de ministros seria uma forma do Planalto de encontrar uma solução sem precisar intervir no Estado. Entre os motivos que levam a presidente Dilma avaliar o envio de ministros ao Maranhão está demora no envio de uma lista de presos de alta periculosidade que poderão ser transferidos para presídios federais por Roseana. O governo esperava a lista até o início desta semana.

O Maranhão já ocupa 22 das cerca de 300 vagas disponibilizadas pelo Ministério da Justiça em presídios federais para presidiários de alto risco, entre eles chefes de facções criminosas como as que disputam o controle dos sistema carcerário maranhense.

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A ida dos ministros e a lista podem ser o argumento final ao texto que Justiça e Casa Civil trabalham, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores e Direitos Humanos, para responder ao pedido de esclarecimentos da OEA sobre a violação de direitos humanos nas penitenciárias do Maranhão. A resposta não tem um prazo para ser dada, mas o governo pode acelerá-la para evitar novas repercussões externas negativas às vésperas da Copa.

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