Governo do Maranhão transfere 22 detentos para presídios federais

Por iG São Paulo |

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Depois da divulgação de vídeos que mostram presos decapitados, a ONU pediu investigação do caso

Agência Estado

Após as recentes cenas de violência no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, 22 presos foram transferidos de lá para penitenciárias federais. Segundo informou nesta quarta-feira (8), o Ministério da Justiça, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) analisa ainda abrir outras vagas para isolamento de mais detentos envolvidos nos casos.

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Número de homicídios cresce 460% em 13 anos no Maranhão

O Ministério ainda não detalhou para quais penitenciárias federais esses presos foram mandados, nem quantos ainda precisam ser transferidos. Depois da divulgação de vídeos que mostram presos decapitados dentro do presídio de Pedrinhas, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu investigação do caso.

Homicídios

A barbárie nos presídios do Maranhão é o ponto alto de uma crise cujos sintomas já se revelavam desde a década passada nos dados de segurança do Estado. Entre o ano de 2000 e 2013, os homicídios em São Luís e na região metropolitana cresceram 460%. Foram 807 mortes em 2013. Contribuiu para a epidemia de violência o fato de o Maranhão ter a menor relação de policiais por habitante no Brasil. Há um policial para cada 710 moradores, proporção que em Brasília, a mais alta, é de 1 para 135 pessoas.

As penitenciárias são precárias e superlotadas. Há 1,9 preso por vaga no sistema maranhense, proporção que coloca as prisões do Estado no 7.º lugar entre as mais lotadas do País, índice semelhante ao de São Paulo.

Apesar da superlotação do sistema maranhense, contudo, o Estado tem 100,6 presos por 100 mil habitantes, a menor proporção do Brasil. "O modelo de segurança pública no Estado está falido", diz o advogado Luiz Antonio Pedrosa, da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão. "As facções criminosas se formaram e conseguiram um amplo espaço para avançar em um Estado com problemas sociais dramáticos."

*Com AE

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