Ocupação da PM no MA tem playground, culto e videogame

Greve da Polícia Militar chegou ao seu 5° dia neste domingo sem possibilidade de qualquer acordo

Wilson Lima, iG Maranhão |

Wilson Lima/iG
Grevistas vêem TV na Assembleia Legislativa invadida por policiais
Durante o final de semana, os integrantes da Polícia Militar do Maranhão e homens do Corpo de Bombeiros, que ocupam a sede da Assembleia Legislativa do Estado, montaram uma estrutura própria de programação que teve de tudo: feijoada, cultos e até jogos de videogame. A greve dos policiais militares e dos bombeiros no Maranhão chegou neste domingo (27) ao seu quinto dia.

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Segundo o cabo Roberto Campos Filho, integrante do Comando de Greve, o clima da ocupação é “familiar”. Soldados da PM e dos bombeiros levaram filhos, esposas e parentes para a manifestação. “É tudo uma grande conciliação. Nós estamos aqui de forma pacífica e nossas famílias estão aqui nos apoiando. É uma forma de não sentirmos tanto a saudade de casa”, disse cabo Campos.

Nas dependências da Assembleia, os manifestantes improvisaram dois pontos para jogos eletrônicos e também foi montado um playground, para os filhos dos policiais em greve. No sábado, houve uma feijoada e também um culto evangélico. A cada vitória dos militares na justiça ou a cada nova adesão de colegas, eles comemoram com o hino nacional, hino dos bombeiros e com músicas evangélicas.

Neste domingo pela manhã, a greve teve o apoio dos deputados Neto Evangelista (PSDB) e de Rubens Pereira Júnior (PCdoB). Júnior, inclusive, jogou dama com os manifestantes como forma de apoio ao movimento. No sábado, os grevistas receberam a visita do ex-deputado federal Roberto Rocha (PSB).

Segundo o cabo Campos, para manter esse acampamento, os policiais estão recebendo doações de todas as partes do estado. Inclusive de pessoas comuns. “Aqui tem doação de empresário e também de assalariado. Teve uma dona de casa que, mesmo ganhando salário mínino, nos deu um quilo de farinha. Nós não estamos passando fome. Muito pelo contrário, estamos muito bem servidos graças à sociedade”, disse Campos.

Surgiram também informações de que o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), teria doado mantimentos aos grevistas. Eles negaram. “Todas as doações são selecionadas. Se percebemos que há algo político envolvido, não recebemos”, revelou Campos.

Neste domingo, a greve dos policiais militares teve novas adesões. A brigada de combate à incêndio do aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, aderiu à paralisação. Apesar disso, não houve interrupção nos vôos porque o trabalho foi assumido por homens da aeronáutica, conforme informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Caravanas de militares do interior do Estado já estão se dirigindo a São Luís para engrossar o movimento.

Homens do Batalhão de Choque e outros coronéis também participam agora da mobilização. Segundo os grevistas, a adesão chega à aproximadamente 90% em todo o Estado. Alguns policiais também aderiram à paralisação após o exército assumir o policiamento em São Luís. Houve policiais militares que não concordaram em serem mandados por tropas nacionais.

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