Luxo, violência e celebridades marcam 12º romance de Paulo Coelho

SÃO PAULO - Os leitores de todo o mundo já estão ansiosos, a crítica igualmente. No Brasil, chega às livrarias neste sábado ¿O Vencedor Está Só¿, 12º romance escrito por Paulo Coelho (Agir, 400 páginas, R$ 39,90). A 18 dias de seu aniversário de 62 anos, o autor brasileiro fenômeno de venda e crítica internacional fala sobre seu novo livro, diretamente de seu apartamento em Paris.

Redação |

Para a surpresa de quem esperava uma história recheada de temas esotéricos, O Vencedor Está Só passeia, como diz o autor, pelos universos da violência, do luxo e celebridades. Paulo desenvolve a história de Igor, um executivo endinheirado que é abandonado pela companheira e não mede esforços para tê-la de volta. Em Cannes, sul da França, Igor executa parte de sua vingança e começa a praticar assassinatos, em nome da amada.

Neste trabalho, após dois anos de jejum, Paulo Coelho, no entanto, afirma manter a mesma temática simples e direta de retratar a realidade. Neste livro escrevo sobre o mundo das celebridades, algo que me desperta o interesse. Para escrevê-lo bastou um insight. "Eu estava há dois anos sem produzir nada, achei que já estava na hora de lançar alguma novidade. Mas não concordo quando dizem que eu mudei minha temática, continuo fiel ao factual e da maneira mais clara possível, analisa o autor.

Com certeza há vinte anos atrás eu não escreveria um romance como este. Os tempos eram outros, a começar pelos meus contatos, brinca o escritor. Procurei retratar tudo o que vivi, algo que tenha a ver com a minha época. Vou a Cannes com freqüência e sei o que se passa. Não se trata de um livro policial. Há assassinato, mas não é isso que está em questão. Meu foco é o tripé do mundo de hoje, o luxo, as celebridades e a violência. Escolhi a costa francesa para mostrar o que acontece e como acontece no universo da arte, analisa o mago de Fernando Morais.

O livro chega às prateleiras em 9 de agosto com tiragem de 200 mil exemplares. Sobre a divulgação, Paulo explica: Estive no Brasil no fim-de-semana e gostei muito do que vi. A Agir fez um excelente trabalho de distribuição, como há tempos eu não conferia. Eu não faço mais noites de autógrafo, nem no Brasil e nem fora. É algo difícil de administrar. A última que realizei foi em Londres e durou 6 horas. Claro que fico muito contente com isso. Mas, não é algo que dá para fazer com freqüência, complementa.

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