Lupi pagou almoço com pedetistas com verba pública

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pagou com verbas públicas despesas de um almoço com correligionários do PDT, partido que presidiu até março e ao qual também pertence o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). O almoço foi realizado em 9 de julho do ano passado, em um tradicional restaurante de Niterói, e custou R$ 723,80 aos cofres públicos.

Agência Estado |

A nota fiscal foi incluída na prestação de contas de uma das viagens oficiais de Lupi ao Rio. A documentação foi encaminhada pelo Ministério do Trabalho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões.

A assessoria do ministério informou que o pagamento do almoço - um encontro político-partidário sem relação com atividades do governo - foi um equívoco e tinha sido identificado pela área técnica do próprio gabinete de Lupi no início de março. Segundo o chefe da assessoria, Max Monjardim, o erro foi identificado quando os técnicos do ministério revisavam as despesas do gabinete para elaboração do relatório anual de gestão relativo a 2007. Esses relatórios, com a prestação de contas do ano anterior, começam a ser elaborados em janeiro pelos ministérios e são encaminhados ao Tribunal de Contas da União ao fim de maio.

A assessoria apresentou comprovantes de que o próprio Lupi recolheu os R$ 723,80 correspondentes ao almoço no dia 5 de março de 2008, oito meses após a realização do gasto e 50 dias após a divulgação de gastos irregulares da ex-ministra Matilde Ribeiro com cartão corporativo do governo. Paralelamente, crescia a repercussão sobre as denúncias sobre gastos irregulares realizados por ministros e funcionários federais com os cartões e as contas tipo B, que se destinam a cobrir pequenas despesas imprevisíveis, como viagens a trabalho de ministros e gastos emergenciais.

Matilde demitiu-se em 1º de fevereiro. A CPI dos Cartões foi instalada no dia 21 de fevereiro. Seus integrantes foram formalmente designados em 6 de março, um dia depois de Lupi devolver o dinheiro do almoço com os colegas de partido. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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