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Lupi diz prejulgar inocência de Paulinho no caso BNDES

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse hoje prejulgar inocência do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), que está sendo acusado de participar de desvios de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, quando indagado se colocaria a mão no fogo pelo deputado, respondeu que mão no fogo qualquer um que coloca pode se queimar.

Agência Estado |

"Eu não coloco a mão no fogo em nenhum processo da minha vida cotidiana, até porque eu sei o que é a queimadura do fogo", disse.

Em documento oficial enviado à Justiça, a Polícia Federal registrou que suspeita da ação de Paulinho em desvios, para partidos, de recursos públicos de financiamentos concedidos pelo BNDES.

Lupi, que é presidente licenciado do PDT e participou hoje de cerimônia de lançamento da nova carteira de trabalho no Rio, disse que falou rapidamente com Paulinho ontem, nas comemorações do Dia do Trabalho em São Paulo. "Ele só me disse que não tem absolutamente nada a ver com isso", afirmou.

Lupi afirmou que a Polícia Federal ainda está investigando o escândalo de desvio de recursos do BNDES e "enquanto esse processo não estiver concluído, eu me nego a acusar quem quer que seja, não sou tribunal de inquisição".

O ministro disse acreditar que o episódio não mude em nada a representação dos trabalhadores no banco de desenvolvimento. Lupi, que é conselheiro da instituição, afirmou que "o conselho só discute temas macro, projetos maiores do BNDES, não discutimos varejo, se vai liberar (projeto) A ou B".

Sobre as acusações referentes ao deputado do PDT, reafirmou ainda que não afirma "nada enquanto não tiver concretamente a prova". "A Constituição brasileira diz que todo réu é inocente até que se prove o contrário. Como ele nem réu é ainda, eu prejulgo sua inocência", disse.

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