Em um discurso de improviso no município de Laranjeiras, em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje inúmeras críticas a seus antecessores, disse que sua oposição fica nervosa porque tem candidata à sua sucessão e comentou que as mulheres não são mais subservientes e hoje querem estudar e chegar ao poder. Lula, que participa de inauguração de obras no Estado, afirmou que quando venceu as eleições, queria provar que para governar o País não era preciso ter diploma universitário.

"Este país tem que ser governado mais com o coração que com a cabeça", ensinou. Segundo Lula, os que vieram antes dele "não fizeram nada de novo" e ainda "deixaram estragar o que tinha".

Para o presidente, a "verdade nua e crua" é que o país nunca mais voltará a ser o que era depois de seu governo. E comentou: "minha oposição fica zangada, fica nervosa. Eles sabem que eu tenho candidata a presidente da República e sabem que as mulheres hoje não são mais subservientes, como há 30 anos. As mulheres não querem apenas lavar e passar como antigamente. Este trabalho já era. Agora elas querem estudar, fazer política, chegar ao poder, querem ser governadoras de Estado, prefeita, como a daqui e, por que não, presidenta da República."

Várias vezes, em seu discurso, o presidente lembrou que os que vieram antes dele na presidência e que, "mesmo letrados", pouco fizeram pela educação. Ele justificou que talvez eles não tenham feito o que deveria ser feito porque talvez não tivessem sentido na pele o que ele viveu. "Como eu tinha vontade de fazer uma universidade e eu nunca consegui. Por isso, quero que vocês tenham o que eu não tive. Porque universidade não é berço para rico, é para garantir igualdade de oportunidades entre ricos e pobres. Lula citou que no seu governo foi proibido usar a palavra "gasto" para a educação. "É investimento", ensinou.

O presidente disse ainda que as pessoas mais pobres só são lembrado na época de eleição. "Não tem nada que tenha mais valor que pobre em época de eleição. Mas depois eles esquecem o pobre", disse Lula ao defender um governo voltado para a categoria menos favorecidas. Ele citou, como exemplo de ações voltadas para a baixa renda, os investimentos feitos em saneamento e habitação.

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