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Lula vê como inaceitáveis explicações de MST para assassinatos

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta segunda-feira como inaceitáveis as explicações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sobre o assassinato de quatro seguranças em duas fazendas no Estado do Pernambuco. É inaceitável usar a desculpa de legítima defesa para matar quatro pessoas, disse Lula a jornalistas sobre o conflito ocorrido no dia 21, durante o feriado de Carnaval.

Reuters |

Lula afirmou que o MST, criado na década de 1980, atingiu a maioridade e sabe o que é legal e o que é ilegal. Segundo o presidente, o movimento também sabe que todos têm de pagar pelas ilegalidades cometidas.

O presidente afirmou, no entanto, que cabe à Justiça julgar as atitudes do sem-terra durante o conflito. "Com certeza, a Justiça vai agir".

Em relação às declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre repasse de recursos do governo federal ao MST, Lula evitou polemizar.

"Gilmar deu sua opinião como um cidadão. Quando houver um processo, ele vai se pronunciar como presidente sobre o tema e dará o seu voto", disse.

Lula ainda fez um balanço do processo de reforma agrária, afirmando que, durante seu governo, foram desapropriados 43 milhões de hectares de terras, ou 53 por cento de todas as desapropriações no Brasil. Os assentamentos atingiram 520 mil famílias.

A declarações foram feitas em entrevista após o presidente ter encontro com o primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende.

(Reportagem de Carmen Munari)

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