O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou seu discurso de comemoração do ingresso de Cuba no Grupo do Rio para reforçar seu papel na execução deste gesto “simbólico” da autonomia da América Latina em relação aos Estados Unidos. Orgulhoso de sua liderança nesse processo, Lula afirmou que está acontecendo “um furacão político-ideológico”.

Para o presidente, as mudanças dos últimos dez anos na região “culminaram neste pequeno grande gesto”.

“Graças a essa mudança do perfil político e ideológico da nossa América Latina, a gente pôde fazer esta pequena reparação com os companheiros de Cuba, trazendo-os primeiro para o Grupo do Rio, para depois levá-los para muito mais longe junto com os latino-americanos e os caribenhos”, afirmou Lula.

Ao mencionar o “simbolismo” da eleição de um negro, Barack Obama, para a presidência dos Estados Unidos, Lula ponderou que há uma larga distância entre os resultados das urnas e a execução do mandato. Com isso, indicou que não se entusiasma com a hipótese de uma grande virada da política exterior americana que possa, entre outros, se refletir, no fim do bloqueio econômico a Cuba.“Todos sabemos das dificuldades que enfrentamos entre a eleição e o cumprimento do mandato”, completou Lula, sob aplausos dos representantes dos 18 países do bloco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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