Lula vai convocar conselho político para apaziguar base--Múcio

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai convocar uma reunião do conselho político do governo para o próximo dia 18 com o propósito de pacificar a base aliada e garantir a governabilidade, disse na segunda-feira o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. A decisão foi tomada na reunião da coordenação política, nesta segunda-feira, que reúne os principais ministros de Lula. Já o conselho político é integrado, além dos ministros, por líderes e presidentes de todos os partidos da coalizão governista.

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As eleições para a presidência da Câmara e do Senado, no início de fevereiro, dividiram a base do governo e deixaram consequências.

"Além de falar sobre a crise (financeira global) e distribuir responsabilidades, vamos conversar sobre as novas Casas, as sequelas, os problemas", disse Múcio a jornalistas, em entrevista coletiva.

"Cada um vai dar o seu relato para o presidente do que aconteceu, já no segundo mês do ano e na segunda semana depois das eleições das duas Mesas, para que possamos ter continuidade nos nossos trabalhos", acrescentou.

Segundo o ministro, o presidente também está interessado em saber o resultado da escolha dos presidentes das comissões temáticas do Congresso, que têm papel importante na tramitação dos projetos do governo.

Múcio reconheceu que os candidatos derrotados nas eleições receberão uma atenção especial do Palácio do Planalto, mas ressaltou que não haverá compensação para os derrotados. "Até porque não há o que distribuir", brincou.

O coordenador político destacou que o governo não alterou sua agenda legislativa devido à crise financeira global.

"É prioridade absoluta do governo a reforma tributária e a reforma política também", disse Múcio, acrescentando que na reunião do conselho político serão levantadas as prioridades dos líderes partidários.

O ministro anunciou ainda uma reunião ampliada do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, de 4 a 6 de março, na qual diversos segmentos da sociedade e o governo irão reavaliar os efeitos da crise financeira no Brasil.

(Reportagem de Fernando Exman)

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