Lula sugere fundo de petróleo no modelo norueguês

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que está interessado na eventual criação de um Fundo de Petróleo tal como o existente na Noruega. As declarações do presidente foram dadas segundos antes do início da reunião que ele manteve com o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, no balneário chileno de Viña del Mar.

Agência Estado |

Lula e Stoltenberg participaram da Cúpula de Líderes Progressistas, que reuniu chefes de governo e intelectuais de centro-esquerda de todo o mundo no Chile. Ali, os líderes e pensadores fizeram um apelo para uma maior participação do Estado na economia, como forma de enfrentar as borrascas financeiras internacionais atuais.

"Agora que encontramos muito petróleo no Brasil estamos interessados em conhecer o Fundo de Petróleo que existe na Noruega, para que a gente possa criar algo que tenha similaridade", disse Lula. "Esse (tipo de) fundo é importante para que utilizemos as riquezas do petróleo para ajudar nossa gente...e não apenas para queimar combustível", afirmou o presidente, que, na sequência, recordou que seus vínculos com a Noruega vêm de longa data, desde os tempos em que era um líder sindical no ABC.

O modelo norueguês criado em 1990 pelo Storting (o parlamento em Oslo) para proteger o país de futuros déficits orçamentários consiste em um fundo estatal proveniente dos lucros obtidos pela empresa estatal Statoil (que em 2000 passou por um processo de privatização de 30% de sua composição). O Fundo, investido no exterior, é o resultado do fluxo de tesouraria líquido do governo norueguês proveniente das atividades petrolíferas e dos juros obtidos com esse capital.

Antes do encontro com o premiê escandinavo, Lula reuniu-se com a presidente chilena Michelle Bachelet, anfitriã do encontro progressista de Viña del Mar.

Oito chefes de governo participaram da reunião, entre eles o presidente Lula, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, o primeiro-ministro da Espanha José Luis Zapatero, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden.

A cúpula reuniu líderes políticos e intelectuais das mais diversas partes do mundo para discutir uma ofensiva "progressista" ou de "centro-esquerda" para combater a atual crise mundial por intermédio de uma maior presença do Estado na economia. A cúpula progressista foi organizada pelo think tank britânico Policy Network, o chileno Instituto Igualdad e o governo da presidente Bachelet.

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