Lula se reúne com Temer e Berzoini para discutir eleição

Em meio à crise provocada pelo arquivamento das 11 ações contra o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética, que atingiu não apenas a própria Casa, mas também o Partido dos Trabalhadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se na tarde de hoje, no escritório da Presidência da República, na Capital, com os presidentes nacionais do PT, Ricardo Berzoini, e do PMDB, Michel Temer, para discutir as eleições de 2010. Após o encontro, Temer disse que a reunião aconteceu a convite do presidente Lula e tratou sobre questões da Casa e perspectivas político-eleitorais para 2010.

Agência Estado |

"Fizemos uma análise, Estado por Estado, e chegamos à constatação de que era preciso que nós nos reuníssemos mais vezes", disse Temer. "Temos ainda de convidar outras pessoas para participar desses encontros e vamos iniciar um diálogo com vistas em 2010", completou.

Michel Temer negou que o mote da discussão tenha sido a proposta de encontrar uma resolução pacífica para a crise no Senado. "O pacto não é para acabar com a crise. O objetivo é continuar um diálogo que vem sendo travando há bastante tempo com vistas a buscar a aliança entre PT e PMDB para 2010. Há muita gente interessada nesta aliança, tanto no PT como no PMDB. O que vamos fazer agora é intensificar esses encontros e essas conversas. Tudo vai depender do diálogo", frisou.

O presidente nacional do PT destacou que o objetivo é unir os partidos que compõem a base aliada na maioria dos Estados em que se mantém a aliança entre PT, PMDB, PSB, PDT, PSB, PCdoB, PP, PR, PTB, PSC e PTC. "Todos vocês sabem que em alguns Estados temos uma relação muito próxima, em outros de aproximação e em outros há dificuldade", admitiu Berzoini, referindo-se aos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Pará e Mato Grosso do Sul, onde a relação entre PT e PMDB é de conflito, ou, no caso do Rio Grande do Sul, onde os "projetos (são) distintos, quase uma impossibilidade".

No caso de São Paulo, Berzoini afirmou que, embora haja uma relação muito próxima entre o PMDB, PSDB e DEM na capital paulista, no interior do Estado há prefeitos e vereadores do PMDB mais ligados ao governo do presidente Lula. "Ainda é algo em processamento. Se não for possível lá na frente uma aliança formal no Estado, nós teremos, primeiro, que conquistar o apoio da maioria do PMDB para Dilma (Rousseff)", disse, referindo-se à virtual candidata petista à sucessão em 2010. "Em segundo lugar, queremos ter uma relação de construção política para a discussão da Câmara Federal e do Senado." Participaram também do encontro o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN).

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