Lula se reúne com Genro e PF para discutir a Satiagraha

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o diretor interino da Polícia Federal (PF), Romero Menezes. Eles conversaram sobre a Operação Satiagraha, informaram fontes do governo.

Agência Estado |

O encontro não estava na agenda oficial do presidente Lula divulgada pela assessoria de imprensa e durou cerca de uma hora.

Nesta quarta-feira, o presidente Lula deu entrevista, no Palácio do Planalto, e cobrou a permanência do delegado federal Protógenes Queiroz no comando da operação, que investiga uma organização acusada de corrupção e lavagem de dinheiro. Na entrevista, Lula insistiu na afirmação de que Protógenes havia tomado a iniciativa de deixar a função e não mencionou a versão de que o policial havia saído em razão de pressões de Genro e autoridades da própria PF.

Nota oficial

O departamento de Polícia Federal (PF) divulgou uma nota, nesta quinta-feira, sobre a saída dos delegados responsáveis pela Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz e Karina Murakami. Na nota, a PF lamentou a distorção dos fatos e disse reafirmar seu compromisso perante a sociedade brasileira.

Segundo a nota, o delegado Protógenes Queiroz entrou no dia 13 de maio com pedido para que fosse matriculado no Curso Superior de Polícia, voltado para o aperfeiçoamento e a atualização dos profissionais, e no dia 20 de maio, a Justiça determinou a matrícula e freqüência do delegado no curso.

AE
Queiroz pediu afastamento da Polícia Federal

No dia 14 de julho, o diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Ciciliati Troncon Filho, o chefe da Divisão de Combate aos Crimes Financeiros, Paulo de Tarso Teixeira, o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, e a equipe responsável pela Operação Satiagraha se reuniram para avaliar as próximas etapas da investigação da operação. A nota ainda informa que tal reunião teria sido gravada, com autorização dos participantes.


Na reunião do dia 14, o delegado Queiroz teria exposto sua situação com o curso e dito que poderia cuidar dos inquéritos policiais aos sábados e domingos, idéia que não teria sido acatada pelos outros diretores pois a tal procedimento quebraria, entre outras, a regra de dedicação exclusiva exigida de todos os participantes na fase presencial.

Diante da decisão de seus companheiros, o delegado Queiroz teria se comprometido com o inquérito até o dia 18 de julho e expressado a vontade de não mais atuar nos inquéritos após a conclusão do curso.

Depois da reunião, a delegada Karina Murakami ainda teria manifestado o desejo de não continuar a frente do inquérito de sua responsabilidade.por razões pessoais. Foram, então, designados os delegados Ricardo Saadi e Érika Mialik Marena para o caso.

A PF informou, também, que irá informar em detalhes estes fatos ao procurador do caso e ao juiz Fausto de Sanctis.

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