PORTO ALEGRE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sete ministros acompanharam nesta sexta-feira o enterro e as últimas homenagens ao deputado federal Adão Pretto (PT-RS), no Cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre. Pretto morreu ontem, vítima de inflamação no pâncreas.

Em cerimônia religiosa na capela do cemitério, Lula se emocionou ao lembrar dos quase 30 anos de amizade com o deputado e disse que "certamente durante este período ambos conviveram mais com seus amigos do que com a própria família."

O presidente fez um alerta às lideranças sociais e políticas para que não negligenciem a saúde em nome da luta. "Se a gente valoriza a luta, é importante que a gente viva mais para conquistar mais coisas."

AE
Lula e membros do MST prestam homenagem a Adão Pretto

Lula também lembrou da morte da sua mãe, no período em que estava preso, e fez uma alusão ao difícil momento em que um filho percebe a perda. "Chega o dia em que bate a consciência: nunca mais", disse. "Um homem não vale pela quantidade de discursos que fez, pela quantidade de anos que viveu; nós seres humanos valemos pela qualidade de vida, pelos compromissos e lutas que tivemos em vida."

Na cerimônia se revezaram nas homenagens a Pretto, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representantes de movimentos sociais, líderes religiosos e o presidente estadual do PT, ex-governador Olívio Dutra.

Durante a homenagem Lula ouviu cobranças pela reforma agrária. "Nossa reforma agrária. Cadê?", questionou o bispo emérito Dom Tomás Balduíno.

Logo após a cerimônia, por volta 11h30, o presidente deixou o Cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre, para voltar a Brasília. Acompanharam o presidente em Porto Alegre os ministros da Justiça, Tarso Genro; Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; do Planejamento, Paulo Bernardo; da Casa Civil, Dilma Rousseff; das Cidades, Márcio Fortes; das Relações Institucionais, José Múcio Teixeira; e da Pesca, Altemir Gregolin.

Adão Pretto filiou-se ao PDT em 1980. Cinco anos depois, ingressou no PT, partido pelo qual se elegeu deputado estadual no Rio Grande do Sul. Foi deputado federal por cinco vezes.

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