Lula: se depender de mim, Meirelles fica até o final

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou hoje que chamou, na semana passada, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para dizer que queria que ele ficasse até o fim do governo no cargo ou até o dia 2 de abril, se ele decidir se candidatar. Lula disse ainda que a candidatura de Meirelles à vice-presidente, numa coligação a ser encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é uma questão do PMDB.

Agência Estado |

"As coisas ainda não estão maduras, mas estão encaminhando para o amadurecimento", afirmou.

Lula elogiou a atuação de Meirelles à frente do BC e lembrou que está com ele desde o primeiro dia do mandato. "E se depender da minha vontade, (ele) continua até o último dia deste segundo mandato", completou o presidente. Na entrevista dada a um jornal goiano, Lula declarou que "o desempenho de Meirelles à frente do BC, merecedor de todos os elogios, tem sido fundamental para o processo de controle da inflação".

Lula disse, no entanto, que a decisão de continuar no posto atual ou se desincompatibilizar para disputar algum cargo político cabe a Meirelles. "Quanto à candidatura a vice-presidente (na chapa de Dilma), não cabe a mim decidir, e sim à candidata e ao PMDB".

Alianças

Sobre os acordos políticos em Goiás, para evitar que haja dois palanques no Estado, o presidente disse que considera "ideal" que a aliança construída na esfera federal possa se reproduzir nos níveis regionais. Segundo ele, isso seria importante para unificar a base eleitoral. "Eu prefiro que o PP do governador Alcides Rodrigues e o PMDB do prefeito Iris Rezende se juntem e formem uma aliança, que aumente as suas chances localmente e fortaleça a candidatura à presidência. Nem sempre, no entanto, o ideal combina com o possível", disse.

Lula lembrou que, em muitos Estados, o histórico de disputa dos partidos dificulta a união local. No entanto, segundo o presidente, isso não ocorreu em Goiás. Para Lula, a disputa eleitoral local não é nenhum bicho de sete cabeças. "Em eleições anteriores, nós tivemos exemplo de partidos com coligações que concorrem no nível estadual e permaneceram afinados quanto à disputa nacional", disse.

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