Lula recebe alta do hospital no Recife, após ser internado com crise hipertensiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta, por volta das 7h desta quinta-feira, do Real Hospital Português, no Recife, Pernambuco. Lula foi internado às 23h30 (0h30, horário de Brasília) após apresentar uma crise hipertensiva.

Camila Nascimento e Gregório Russo, iG São Paulo |

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Lula deixa hospital em Recife, após ser internado com crise hipertensiva

Lula deixa hospital em Recife, após ser internado com crise hipertensiva

O presidente segue, agora, para São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde passará o fim de semana. Segundo a assessoria de imprensa do presidente, não está previsto que Lula realize novos exames em São Paulo.

O presidente cancelou a viagem a Davos, na Suíca, onde participaria do Fórum Econômico Mundial e receberia o prêmio de Estadista Global. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, todos demais compromissos até domingo estão cancelados. Lula retornará a Brasília na segunda-feira.

Pressão 18 por 12

Lula passou mal após um jantar oferecido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no Palácio do Campo das Princesas. Já no avião, prestes a embarcar para a Suíca, seu médico, Cléber Ferreira, examinou o presidente e recomendou a internação, pois a pressão de Lula chegou a 18 por 12.

Segundo Ferreira, o presidente foi submetido a uma série de exames e, após receber medicação, sua pressão voltou ao normal, por volta das 3h (hora local, 4h em Brasília).

Em entrevista, Ferreira afirmou que a crise hipertensiva de Lula foi um caso atípico, que não condiz com o padrão de saúde do presidente. "Foi um quadro esporádico. Ele não é hipertenso e a pressão dele é absolutamente normal, sempre foi. Para uma pessoa na idade dele, a pressão dele é invejável: 11 por 8", afirmou. Lula tem 64 anos.

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Lula vai descansar até domingo
Lula vai descansar até domingo
O médico atribuiu a crise a um "conjunto de fatores", mais especificamente ao estresse, ao cansaço e a uma gripe. "Foi um pouquinho de cada coisa", disse. "Mas a pressão dele se normalizou rapidamente, quase sem nenhuma medicação", completou o médico.

"Cansado e indisposto"

De acordo com a assessoria de imprensa, o presidente já estava "cansado e indisposto" durante os compromissos de sua agenda no Recife. Em discurso, na inauguração de uma unidade de pronto-atendimento, Lula reclamou de dor de garganta ( veja o vídeo ). Estava muito calor na cidade.

O presidente foi acompanhado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros Franklin Martins, Comunicação, e Alexandre Padilha, Relações Institucionais. 

Davos

Em Davos, os organizadores do Fórum Econômico Mundial ainda estão decidindo como reagir à notícia da internação de Lula.

O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, informou que o presidente será representado em Davos pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O presidente passou mal quando na Suíça ainda eram cerca de 3h30 desta quinta-feira, por isso os seus anfitriões foram pegos de surpresa pela notícia da emergência.

Ele receberia, das mãos do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o prêmio Estadista Global, que marca os 40 anos da instituição. O evento estava marcado para sexta-feira. Nesta quinta, Lula ficaria na capital suíça, Zurique.

A ida de Henrique Meirelles já estava prevista, já que ele participa de um evento para falar sobre o Brasil na sexta-feira.

Além desse compromisso, Lula só tinha previsto na agenda um encontro com o criador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, e com a presidente da Confederação Suíça, Doris Leuthard.

A única vez que Lula foi ao Fórum de Davos, nos Alpes suíços, foi em 2003. Recém-eleito e temido pela elite econômica, ele pediu na época que os países ricos "abrissem os olhos" para a ascensão dos emergentes no cenário mundial e promovessem o crescimento econômico com justiça social.

Ao outorgar o prêmio a Lula, Klaus Schwab disse que as iniciativas brasileiras de fomentar o crescimento e a equidade social são um "exemplo" para os formuladores de políticas públicas.

No Recife, presidente reclama de dor de garganta



(*com informações da BBC Brasil e Agência Estado)

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