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Lula: quem disse que não tem bandido em prédio de Copacabana?

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em discurso na favela da Rocinha, uma das maiores do Rio de Janeiro, e, palco de constantes confrontos entre policiais e traficantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a presença de bandidos não é exclusividade das comunidades pobres do Brasil. É verdade que na Rocinha deve ter algum bandido; é verdade também que no Pavão-Pavãozinho deve ter algum bandido... Quem é que disse que não tem bandido nos prédios chiques de Copacabana? Quem disse que não tem em outros locais importantes desse país?, questionou Lula, que foi aplaudido por uma platéia de cerca de mil pessoas.

Reuters |

"O que é grave é que os perseguidos sempre são os pobres dos morros e não os ricos", acrescentou.

Lula voltou a afirmar que as comunidades pobres do Brasil foram abandonados por governos anteriores e, que seu objetivo é dar dignidade e oportunidades aos menos favorecidos.

"A nossa vinda aqui é um retrato mais fiel de um prefeito, de um governador e um presidente que querem provar que o que as favelas desejam é apenas serem tratadas com o respeito e dignidade que tem outras pessoas", disse Lula durante inauguração de uma unidade hospitalar e um complexo esportivo na Rocinha.

Apesar de estar chegando ao fim do seu governo, Lula, afirmou que ainda se sente vítima de preconceito de parte da elite nacional que até hoje não se conforma em ter sido governada por um metalúrgico sem diploma.

"Todo mundo sabe que eu tenho casco duro, que se dependesse de bordoada não estaria onde estou porque uma parte da granfinagem desse país não aceita que um metalúrgico seja um presidente da República e, que um metalúrgico tem feito mais que eles", disse.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; edição de Alexandre Caverni)

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