Lula quer transformar secretaria para mulheres em ministério

BRASÍLIA, 9 de março - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na segunda-feira que pretende enviar um projeto ao Congresso com o objetivo de transformar a Secretaria Especial das Mulheres da Presidência da República em um ministério. Lula rebateu as críticas de que a elevação dos status de órgãos do governo para ministérios gere mais gastos públicos. Para o presidente, estes comentários são uma tremenda hipocrisia, e esses órgãos devem ser transformados em ministérios porque o país é grande e com muita diversidade.

Reuters |

"Parece que não, mas o fato de transformar em ministério, a liberdade orçamentária ajuda muito na elaboração e execução de políticas públicas", afirmou Lula em discurso durante o evento sobre a presença da mulher no poder.

"Se alguém depois achar que é muito ministério e quiser acabar, que ouse", acrescentou.

O governo já transformou a secretaria da Igualdade Racial em ministério e pretende fazer o mesmo com as secretarias da Pesca e Aquicultura e Direitos Humanos.

Lula também ironizou a oposição, dizendo que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, só participaria do debate deste evento na terça-feira, para evitar polêmicas. "Eu até tinha pedido para a Dilma vir me representar aqui porque eu estou com umas tarefas hoje, mas eu resolvi vir junto... senão vão dizer que tudo o que ela fizer daqui para a frente é política", disse, referindo-se a potencial candidatura da ministra à Presidência em 2010.

O presidente voltou a comentar a excomunhão da mãe e dos médicos de uma menina de nove anos que realizou aborto para interromper a gravidez. A garota havia sido estuprada pelo seu padrasto.

"Como cristão, eu sou contra o aborto. Mas como chefe de Estado, eu tenho que tratar como questão de saúde pública", destacou, lembrando que também distribuiu preservativos durante o Carnaval como forma de incentivar o combate contra a Aids.

Por fim, Lula ressaltou que apoia soluções criativas sugeridas por seus subordinados porque não quer ficar para a história como um presidente omisso.

"Eu prefiro pagar pelo erro de ter feito errado do que pagar pelo erro de ter me omitido em alguma coisa nesse país", frisou.

(Reportagem de Fernando Exman)

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