Lula quer que divergências estaduais não atrapalhem Dilma

SÃO PAULO (Reuters) - Após votar nas eleições internas do Partido dos Trabalhadores neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu divergências nos Estados entre os partidos aliados nas eleições de 2010 e disse esperar que a existência de dois palanques não traga dificuldades para a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Normalmente, o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados. O importante é que, se houver divergências dentro da base aliada nos Estados, que isso não seja impeditivo para a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos apoiando a sua candidatura, afirmou Lula a jornalistas na sede do PT em Brasília.

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Para o presidente, é difícil a um candidato participar de comícios em dois palanques diferentes. As principais discordâncias acontecem entre o PT e o PMDB, como na Bahia e no Rio de Janeiro.

"É sempre muito complicado... na prática, você não tem como fazer dois discursos pedindo votos para dois candidatos diferentes", disse, referindo-se ao apoio a aspirantes aos cargos de governador.

O presidente estava acompanhado de Dilma e da primeira-dama, Marisa Letícia.

O PT realiza eleições internas neste domingo em todo o país, quando define o novo presidente nacional, além dos dirigentes estaduais e municipais para um mandato de dois anos.

Seis candidatos concorrem à direção nacional em substituição ao atual presidente, deputado federal Ricardo Berzoini (PT). O favorito é o ex-senador e ex-presidente da BR Distribuidora e da Petrobras José Eduardo Dutra, apoiado pelo presidente Lula.

Ele representa as correntes Construindo um Novo Brasil, majoritária, e também duas outras tendências fortes, ambas ligadas à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT de Luta e de Massas e Novos Rumos). Juntas, elas representaram 60 por cento dos votos da eleição de 2007, o que leva militantes a tentar repetir o desempenho neste ano.

Se houver segundo turno, o mais cotado para estar na disputa é o deputado José Eduardo Cardozo (Mensagem ao Partido e Democracia Socialista), apoiado pelo ministro Tarso Genro (Justiça).

Os demais são os deputados Geraldo Magela (Movimento PT), e Iriny Lopes (Articulação de Esquerda e Militância Socialista), além de Serge Goulart (Esquerda Marxista) e Markus Sokol (O Trabalho).

Segundo o Diretório Nacional, a votação teve início às 9h e será encerrada às 17h. O resultado parcial sairá depois das 20h e a previsão é que os números finais saiam entre terça e quarta-feira. Está previsto segundo turno para os candidatos que não alcançarem 50 por cento mais um voto. A posse será em fevereiro.

(Reportagem de Carmen Munari)

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