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Lula quer órgão inatacável para decidir paralisação de obras

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta sexta-feira a paralisação de obras por órgãos de fiscalização pública e defendeu a criação de uma câmara inatacável para examinar os empreendimentos.

Reuters |

  • Lula defende salário do funcionalismo em posse na AGU
  • Adams toma posse como novo Advogado-Geral da União
  • "Às vezes uma pessoa lá nos confins de um Estado qualquer tem mais poder do que o presidente da República, do que uma reunião de ministros. Uma pessoa de quarto escalão resolve que não pode fazer e acabou", disse Lula durante a posse do novo advogado-geral da União, Luis Inácio Adams.

    "E não existe um fórum. Se for para a Justiça, demora muito tempo. Precisamos criar instrumentos. Na hora que alguém entender que uma obra tem que parar, tem que ter uma câmara de nível superior, tecnicamente inatacável para decidir, porque senão o país vai ficando atrofiado", continuou.

    Lula também justificou sua presença na vistoria de obras com um ditado popular: "Quem engorda o porco é o olho do dono", disse, anunciando que está confeccionando um relatório com "absurdos" na paralisação de obras.

    Citou um caso de uma construção que foi paralisada durante nove meses pela suposição de que uma pedra encontrada no local fosse um machado indígena, o que não se confirmou. "Qual o custo para o país?", reclamou o presidente.

    Há cerca de uma mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a paralisação de 41 obras, sendo 13 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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