O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta terça-feira em Minas Gerais inaugurar o maior número de obras possível no primeiro trimestre do ano, para mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas no País.

AE
Lula em visita a Barragem de Setubal, obra iniciada em 1980 e que agora foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento

Lula em visita a Barragem de Setubal, obra iniciada em 1980

Ele deu as declarações fazendo referência à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que é pré-candidata à Presidência da República pelo PT, e ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que pretende disputar o governo da Bahia pelo PMDB.

O presidente lembrou que, em março, nem Dilma nem Geddel estarão mais no governo e que os candidatos não poderão subir no palanque com ele.

"Pão que o diabo amassou"

Lula aproveitou para alfinetar os partidos da oposição, que "não gostam que o governo inaugure obras" e tentou se diferenciar, dizendo que torce para que prefeitos e governadores de qualquer partido façam suas inaugurações. "Vamos acabar com as mesquinharias nesse País de que dois caciques da política ficam brigando e quem come o pão que o diabo amassou é o povo pobre."

Lula discursou durante a inauguração da barragem Setúbal, em Jenipapo de Minas, obra que consiste num maciço de terra para represar as águas do rio que leva o mesmo nome e irrigar o Vale do Jequitinhonha.

Apesar de reclamar da mesquinharia política, Lula implicou com as placas que informavam sobre a obra, que não traziam a contrapartida de cada poder. Segundo ele, dos R$ 203,9 milhões gastos, o governo federal entrou com R$ 183,5 milhões e o governo do Estado de Minas Gerais aportou R$ 20,4 milhões. Ao final, Lula prometeu voltar ao lago que será formado para "pescar uma traíra".

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