Lula promete R$ 100 milhões para reforçar polícia do Rio, segundo Cabral

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu disponibilizar R$ 100 milhões para equipar as forças de segurança do Rio de Janeiro depois dos confrontos entre policiais e traficantes no fim de semana que resultaram na morte de ao menos 21 pessoas, disse nesta segunda-feira o governador Sérgio Cabral (PMDB).

Reuters |

AP
Polícia durante operação no Rio de Janeiro

Polícia durante operação no Rio de Janeiro

O governador contou ter recebido um telefonema do presidente Lula após os conflitos no Morro dos Macacos, na zona norte da capital fluminense, onde um helicóptero da Polícia Militar foi derrubado no sábado por tiros de supostos traficantes, matando dois policiais na hora e um terceiro nesta segunda-feira, vítima de ferimentos graves.

Segundo Cabral, parte dos recursos será usada na compra de um helicóptero blindado para a polícia fluminense. O helicóptero alvejado no fim de semana só tinha blindagem na fuselagem inferior.

"Recebi um telefonema do presidente Lula para prestar apoio e confirmando a liberação de recursos para esse helicóptero. São recursos de mais de R$ 100 milhões nos próximos seis meses", disse o governador a jornalistas.

Guerra do tráfico

O conflito no Morro dos Macacos começou na madrugada de sábado, quando traficantes de facções criminosas rivais entraram em confronto na favela entre si e com a polícia. Dez suspeitos morreram no sábado, de acordo com a polícia.

No domingo, mais dois corpos foram encontrados no alto do morro e outros dois suspeitos de envolvimento com a invasão do morro morreram em confronto com policiais na Favela do Jacarezinho, também na zona norte.

Policiamento reforçado

A polícia fluminense realiza nesta segunda-feira várias ações coordenadas em pelo menos seis favelas da zona norte da capital, com 4 mil homens de prontidão, de acordo com o major da PM Oderley Santos, relações públicas da corporação.

"Temos por objetivo nessas operações prender traficantes que participaram direta ou indiretamente do ataque ao helicóptero no Morro dos Macacos", afirmou o major. Em uma das operações após o incidente com o helicóptero, a polícia apreendeu duas metralhadoras capazes de abater aeronaves.

AE
Veículo blindado do Batalhão de Operações Especiais (Bope), conhecido como

Veículo blindado do Bope, o "caveirão", na Favela de Manguinhos

Ordem vinda de presídio

O Ministério da Justiça negou, em nota à imprensa, que a ordem para a invasão do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, tenha partido de traficantes presos da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. De acordo com a secretaria de Segurança do Estado, o caso é investigado em sigilo.

O Ministério da Justiça afirma ainda que, desde que entraram em funcionamento, há mais de 3 anos, as penitenciárias federais não registraram "nenhuma morte, fuga, rebelião, entrada de aparelhos celulares ou armas".

A possibilidade da invasão ter sido ordenada por detentos havia sido levantada pela Polícia Civil. "O Morro dos Macacos é estratégico para a polícia e para os bandidos. Sempre que uma facção acha que a rival está fragilizada tenta ampliar seus domínios no Morro", afirmou o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski.

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