Rio de Janeiro, 28 out (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil não se contentará com o papel de organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, e brigará para estar entre os primeiros no quadro de medalhas.

"O Brasil não vai fazer as Olimpíadas para que os gringos venham aqui ganhar nossas medalhas", afirmou Lula durante discurso na escola de samba Mangueira, no Rio.

Lula inaugurou hoje o complexo esportivo e cultural Jamelão, que beneficiará diretamente 6.500 crianças e adolescentes da comunidade.

O ato contou com a presença de Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê dos Jogos de 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

O desejo do presidente do Brasil é que a obra inaugurada hoje não sirva apenas para melhorar as condições de vida de crianças e jovens da favela, mas também seja um local de formação de futuros campeões olímpicos.

Lula ressaltou ainda a importância de autoridades e dirigentes esportivos do país traçarem "uma estratégia para as Olimpíadas", para que o Brasil também saia vitorioso nas competições.

O presidente lembrou que na escolha da sede olímpica, no início deste mês em Copenhague, o Rio demonstrou que estava em igualdade de condições com Madri, Tóquio e Chicago apesar do ceticismo de muitos, que não achavam que a candidatura carioca sairia vitoriosa.

"Não vamos fracassar; não chegamos até aqui para morrer na praia.

Queremos mostrar que este país não deve nada a Madri, a Chicago, a Tóquio, e vamos fazer Olimpíadas melhores que as que eles já fizeram em seus países", comentou.

O presidente falou ainda sobre o aumento da violência na cidade semana passada, que deixou mais de 40 mortos e gerou muitas críticas no exterior sobre a capacidade da cidade de garantir a segurança durante os Jogos Olímpicos.

Ele disse que seu Governo está comprometido a "cuidar de forma especial do Rio de Janeiro", por tudo o que a cidade representa.

"Hoje, o narcotráfico é uma realidade", admitiu Lula. Contudo, em seguida ele destacou que o que vale é "prender aqueles que estão tirando a liberdade das pessoas que querem trabalhar honestamente, que representam 99,99% da população do Rio de Janeiro". EFE.

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