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Lula pede maturidade na discussão sobre as MPs

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Garibaldi Alves, divergiram na noite desta terça-feira da falta de agilidade dos poderes públicos. Primeiro a discursar num seminário de juristas, Garibaldi acusou o governo de atropelar o debate democrático e dificultar o trabalho do Legislativo com a edição de um número excessivo de Medidas Provisórias.

Agência Estado |

Lula, por sua vez, disse que não pode ser omisso em deixar a máquina parar e observou que o Congresso leva até três anos para aprovar um projeto de lei.

Durante abertura do 1º Congresso Nacional de Carreiras Jurídicas de Estado, no Centro de Convenções de Brasília, Garibaldi observou que, no ano passado, de 125 sessões deliberativas do Congresso 70 nada decidiram por conta de Medidas Provisórias. "Não há tanta harmonia entre os poderes quando um desses poderes deixa de ser independente e fica numa situação de inferioridade", afirmou. O senador já tinha criticado as Medidas Provisórias no último dia 15 de abril, num encontro de prefeitos, que também contado com a presença do de Lula. "Naquela vez, ele (Lula) me disse que a oportunidade foi a mais inconveniente possível para reclamar", relatou.

O presidente pediu "maturidade" na discussão sobre as Medidas Provisórias. Lula chamou de "custo Brasil" a falta de agilidade dos poderes públicos. "Se a gente tiver maturidade e sensibilidade, as coisas podem funcionar muito mais rapidamente neste País", disse. "Um projeto de lei não precisa esperar três anos, uma Medida Provisória não precisa ser editada e uma sentença não precisa esperar nove ou dez anos."

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