pacote de bondades para prefeituras - Brasil - iG" /

Lula nega ter feito pacote de bondades para prefeituras

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva justificou hoje a convocação de mais de 3,5 mil prefeitos a Brasília para a discussão de um pacto contra a desigualdade e a favor da educação. Ele criticou duramente, classificando de insulto à inteligência, versões da imprensa de que a reunião, organizada pela Secretaria de Relações Institucionais, seria para o anúncio de um pacote de bondades.

Valor Online |

Mas antes do discurso, que atrasou mais de duas horas, em meio a queixas de dezenas de prefeitos sobre a desorganização, calor, sede e falta de informações sobre o evento, Lula assinou duas Medidas Provisórias (MP) e três decretos com medidas que beneficiam as prefeituras, além de uma linha de R$ 980 milhões no BNDES para aquisições de máquinas e equipamentos.

O presidente também assegurou que, mesmo com a crise mundial, não faltarão recursos para obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), "nem que tenha que cortar no batom da Dilma", brincou Lula, referindo-se à ministra-chefe da Casa Civil, sentada no palco das autoridades. "As obras do PAC serão intensificadas e vamos antecipar as que já estão contratadas, porque geram emprego e renda", disse Lula.

Uma das MPs assinadas hoje possibilita o refinanciamento, em até 240 meses, de cerca de R$ 14 bilhões em dívidas previdenciárias dos municípios. Pouco antes de Lula assinar a MP para a plateia, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, recebeu aplausos calorosos ao cobrar acertos com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Em decreto, o governo federal prorrogou por prazo indeterminado a adesão das prefeituras a acordo com a Receita Federal para que os próprios municípios cobrem e arrecadem o Imposto Territorial Rural (ITR). O prazo original acabou em 31 de janeiro.

Lula justificou que queria uma reunião com novos prefeitos. Mas cerca de 40% foram reeleitos ano passado. "E sabe por que isso aconteceu? Porque as prefeituras nunca tiveram a quantidade de obras sociais, políticas públicas e investimento em obras do governo como agora", declarou ele.

Ele mencionou ainda que os prefeitos deveriam ter feito uma marcha - movimento criado há mais de 10 anos para reivindicar recursos e políticas federais - para evitar a queda da CPMF. Com o fim do imposto do cheque, "a saúde perdeu R$ 24 bilhões", disse Lula, reiterando ser "impossível fazer políticas públicas sem dinheiro".

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG