Lula minimiza polêmica com uso de passagem aérea por deputados

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os parlamentares que usaram passagens aéreas para transportar pessoas próximas não cometeram nenhum crime e acrescentou que quando foi deputado também utilizou sua cota para levar sindicalistas a Brasília. Isso é uma coisa mais velha do que a descoberta do Brasil, disse o presidente após participar da inauguração de uma unidade da Rede Sarah de Hospitais, no Rio de Janeiro.

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"Eu fui deputado durante quatro anos, quando nós mudamos a história do salário fixo e do salário variado achávamos que íamos moralizar... acho que esse não é o problema do Brasil, temos outras coisas sérias para descobrir", afirmou Lula.

"Eu não acho correto, mas não acho um crime um deputado dar uma passagem para um dirigente sindical ir à Brasília", disse o presidente, acrescentando que quando era deputado convocou dirigentes sindicais para se reunir em Brasília com passagem do seu gabinete.

Lula ressaltou, no entanto, que nunca utilizou a cota do seu gabinete para levar algum parente para Europa.

Na terça-feira, líderes partidários da Câmara dos Deputados aprovaram novas regras que disciplinam o uso de passagens aéreas pelos parlamentares. As medidas foram tomadas depois de denúncias de irregularidades.

"Qual é o crime de um deputado levar a mulher para Brasília. Graças a Deus nunca levei um filho meu para Europa, vocês dão dimensão demais a uma coisa que pode ser corrigida pela própria mesa do Congresso. Eu não vejo onde está o tamanho do crime que as pessoas estão vendendo", afirmou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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